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A ambição tem medida na Loco Luxo

«Conforto e qualidade» são as palavras de ordem para definir a Loco Luxo. Sem nunca deixar de acompanhar as tendências de moda, a marca especialista na comercialização de casacos está presente em vários mercados e ambiciona ser procurada por todos.

Nuno Abreu

Foi no contexto da frase “A moda é a arte de bem vestir” que surgiu a Loco Luxo. A marca portuguesa de São João da Madeira está no mercado há 12 anos e dedica-se exclusivamente à comercialização de casacos para homem e senhora. Destinada a pessoas «dinâmicas e com gosto pela moda», a marca nasceu com o objetivo de satisfazer as necessidades dos clientes que procuravam casacos de qualidade a preços competitivos. «A faixa etária pode ir dos 25 aos 55. Em poder de compra temos uma classe média, porque os nossos preços não são propriamente baixos. Estamos a falar de um nível médio, médio/alto. É qualidade. Buscam a qualidade e não o preço. Gostam da peça, querem comprá-la e o preço é a última coisa que falam», afirma Nuno Abreu, diretor comercial da Loco Luxo.

Pertencente à empresa Reis Pele, Confeções S.A, que também opera em regime de private label, confecionando uma variada gama de artigos, a Loco Luxo quer diferenciar-se no mercado. «É uma marca que tem muita moda e é para uma mulher que gosta de vestir bem, principalmente, ou um homem que gosta de se sentir confortável», revela Nuno Abreu.

Para as coleções da estação quente, a marca utiliza algodão, poliamida e poliuretano. Já no outono-inverno, «a coleção mais forte» em resultado do clima, a Loco Luxo recorre ainda a outros materiais mais adequados ao frio. «Utilizamos, por exemplo, pelos sintéticos com boa qualidade, nomeadamente da Coreia do Sul, que são bons a fazer esse tipo de produtos», explica o diretor comercial.

Apesar do design ser português, a produção da marca expande-se até à China. «Fazemos produção nacional e temos também parte da marca Loco Luxo, principalmente os poliésteres e poliamidas, em que temos uma parceria com a China já há 18 anos. A produção é feita lá e importamos com a nossa marca. Mas o design e desenvolvimento é feito em Portugal», sublinha.

Visibilidade permanente

Com clientes de toda a parte, a Loco Luxo tem como maior mercado Espanha, onde tem já 300 pontos de venda. França, Itália e Polónia fazem parte dos destinos atuais de exportação, que compõem uma quota de cerca de 60%. A marca de casacos disponibiliza ainda os artigos ao consumidor através do website e em diversas lojas multimarca de norte a sul do país. «Penso que poucas cidades existirão que não tenham pelo menos uma loja que tenha a nossa marca», refere.

Com o intuito de divulgar a marca o mais possível, a Loco Luxo além de trabalhar com agentes comerciais, está presente em feiras e nas redes sociais como meio de ligação para chegar a novos clientes. «Temos oito agentes comerciais, cada um deles tem uma coleção Loco Luxo e fazem a apresentação da coleção, seja em hotéis, seja na rua. Em Portugal temos um showroom permanente em S. João da Madeira, onde muitos dos clientes se deslocam para ver a coleção», conta Nuno Abreu ao Portugal Têxtil.

Desejos sem crise

Aumentar em 10% a quota de exportação é um desejo da Loco Luxo, que em 2019 manteve o volume de negócios. «Muita gente fala que a crise está aí a pairar, mas nós não nos podemos queixar. Foi um ano que esteve dentro das expectativas e para a Loco Luxo correu bem», assume.

Para o futuro e especificamente para a marca, o foco está na área do design e modelação. «Acho que todas as empresas que estão no sector devem investir na parte do design e modelação, porque cada vez mais os clientes querem qualidade, boa vestibilidade. Quando compram uma peça que não é propriamente barata, ela tem de cair bem primeiro no corpo seja de um homem ou mulher», adianta o diretor comercial. A curto prazo, o objetivo centra-se em aumentar o número de vendas e, consequentemente, o volume de faturação. «Não queremos dar um salto muito grande, queremos step by step chegar onde queremos, que é ser uma marca conceituada que toda a gente procure, queira comprar e conheça. Tentar melhorar o produto e atingir o máximo de clientes», conclui Nuno Abreu.