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A arte de bem vestir

As suas primeiras clientes foram as Barbies. Desde muito jovem, Carolina Aubele sonhava com a roupa que devia e podia colocar nas suas bonecas. Deste modo, acabou por aprender a coser aos sete anos e passava as horas na antiga máquina Singer da avó a dar forma aos pequenos vestidos de festa que imaginava para as suas bonecas. Trinta anos volvidos, esta estilista de origem argentina, que tem uma marca de vestuário epónima, continua a fazer as provas de vestuário com a máquina de costura que herdou da avó e desenha à mão os croquis das suas colecções que são vendidas na Argentina, Europa, Ásia e Nova Iorque. Com linhas simples e fibras naturais, como o algodão, seda e lã, as suas colecções realçam a silhueta feminina, independentemente do tipo de corpo da cliente. «Procuro sempre formas que favoreçam a todas as mulheres porque o meu objectivo é que estas se sintam bem com elas mesmas», explica Aubele. Para além da sua linha de vestuário, que se encontra também à venda on-line, a designer é igualmente uma referência de moda e imagem entre os seus compatriotas. Em 2007, Carolina Aubele escreveu um livro intitulado “Segredos de bem vestir”, que já vai na sua quarta edição. «Até as modelos têm complexos. Temos que aprender a olhar para nós mesmas gentilmente para nos focarmos nos pontos fortes, porque vestir é um jogo de ilusionismo. Por isso mesmo há que acentuar as partes positivas e neutralizar as negativas. O segredo passa por encontrar um estilo próprio e nunca tentar ser outra pessoa», afirma a criadora. Motivada pela resposta que tem obtido por parte das suas clientes, Carolina Aubele decidiu abrir uma empresa de assessoria de imagem no seu Instituto de Moda Atelier Estilo, onde mais de 600 alunos aprendem a desenhar acessórios, sapatos e a fazer produções de moda. Ali recebe e ajuda mulheres comuns que pretendem efectuar uma mudança de visual. Pioneiro na Argentina, o seu serviço de assessoria de imagem com mais sucesso no seu atelier é “O Guarda-roupa”, no qual a estilista revê o guarda-roupa da cliente e decide o que vale a pena usar ou deitar fora. «Existem peças básicas que todas as mulheres deviam ter no seu guarda-roupa: uma camisa, três saias de distintos cortes e de tonalidade preta, dois pares de jeans, uma gabardine e um bom casaco de couro. No entanto há peças que são totalmente dispensáveis e a minha função é tentar guiar as clientes para que se vistam bem e, consequentemente, se sintam felizes», concluiu a criadora argentina.