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A arte têxtil no feminino em dose dupla

O papel da mulher na arte têxtil contemporânea é o mote das exposições “Arte no Feminino – Em Ponto de Portalegre” e “Arte no Feminino – Conceber e Tecer, Tecer e Conceber”, patentes no Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino até 31 de dezembro.

[©Manufactura de Tapeçarias de Portalegre - Facebook]

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara de Portalegre salienta que, sob «um denominador comum, a arte no feminino», as duas exposições «sublimam o papel da mulher na arte têxtil contemporânea».

A mostra “Arte no Feminino – Em Ponto de Portalegre”, com curadoria de Vera Fino e Maria João de Melo, apresenta tapeçarias e cartões da autoria de cerca de 20 artistas, entre os quais como Maria Helena Vieira da Silva e Joana Vasconcelos. O objetivo, segundo o município, é homenagear as pintoras e as tecedeiras, recordando o papel da própria Manufatura das Tapeçarias de Portalegre na promoção e na projeção destas artistas e das suas obras pelo mundo.

[©Manufactura de Tapeçarias de Portalegre – Facebook]
Já a mostra “Arte no Feminino – Conceber e Tecer, Tecer e Conceber” tem curadoria de Ana Maria Gonçalves e reune trabalhos de tapeçaria contemporânea num «registo de maior liberdade criativa», com recurso a formas mais soltas e orgânicas e a materiais alternativos», aponta a edilidade. No total, vão estar expostos trabalhos de 34 artistas, com destaque para Gisella Santi, Maria Flávia Monsaraz e Vanessa Barragão.

A iniciativa «recupera o percurso artístico das primeiras mulheres que usaram a tapeçaria têxtil como forma de emancipação e de afirmação», afirma a Câmara de Portalegre. «Vai buscar as precursoras de movimentos associativos que trabalharam e desenvolveram a arte da lã em diferentes variáveis e segue o rasto dos nomes que, aos dias de hoje, se evidenciam nesta área», explica no comunicado.

[©Manufactura de Tapeçarias de Portalegre – Facebook]