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A boa matemática da J. Caetano

Reduzida a números, a confeção de base familiar fundada em 1973 emprega 120 pessoas, responsáveis pela produção de 960 mil peças anuais para aproximadamente 20 clientes ativos. A soma garante à J. Caetano um resultado de 16 milhões de euros anuais.

«A empresa já nasceu com vocação exportadora e hoje continua a exportar 100% daquilo que produz», afirma o diretor comercial Afonso Duarte, apontando os mercados europeu e americano como destinos-chave, onde se encontram os cerca de 20 clientes ativos da J. Caetano.

Respondendo dentro de portas aos processos de desenvolvimento, sourcing, amostragem, corte, confeção, acabamento e expedição, sem esquecer o controlo de qualidade, a J. Caetano tem vindo a aperfeiçoar a arte da camisaria desde a sua fundação, incluindo ainda na oferta os calções de banho para homem e as saias e vestidos. A alavancar a produção anual de 960 mil peças da empresa está ainda uma filial marroquina, de portas abertas há 18 anos.

«Recentemente, investimos bastante na área da produção. Mantivemos as instalações, mas aumentámos cerca de 50% a nossa capacidade produtiva», revela Afonso Duarte. «Comprámos máquinas mais modernas e contratámos cerca de 15 pessoas», explica.

Reforçada de dentro para fora, a J. Caetano ganhou novo fôlego para atacar os mercados, continuando a fazer da presença em salões internacionais da especialidade a sua arma predileta. «Estivemos pela segunda vez na Première Vision Manufacturing, começámos na estação passada, em setembro, e decidimos regressar porque fazer uma edição não nos dá informação fidedigna», esclarece o diretor comercial, que destaca a dupla função do salão parisiense. «A feira serve também como ponto de encontro com os nossos clientes existentes», acrescenta.

Nos últimos 12 meses, a J. Caetano estabilizou o seu negócio. «Os dados ainda não estão completamente fechados, mas mantivemos mais ou menos em relação a 2016. Temos vindo a manter os 16 milhões de euros de faturação», adianta Afonso Duarte.

Para 2018, domina, para já, algum ambiente de incerteza. «Há que trabalhar muito, vamos continuar a nossa aposta no mercado externo, procurar acompanhar melhor os clientes que temos, servi-los bem e rapidamente», garante o diretor comercial.