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A condição da Hali Studio

A Hali Studio surgiu com o objetivo de oferecer, ao consumidor, um produto ético, ecológico, nacional e inclusivo. Todas as fases de produção da marca de vestuário são pensadas de forma sustentável, desde os hangtags até à peça final e todos os materiais são naturais ou provenientes de deadstocks.

[©Hali Studio]

Hali significa “condição” em suaíli, uma língua africana que recebeu influências do árabe, persa, alemão, inglês, português e vários dialetos da Índia e que serviu de mote à marca Hali Studio de Inês Silva. «Esta palavra foi selecionada para descrever a marca no sentido de que as nossas escolhas e ações condicionam o mundo, tanto a natureza como as outras pessoas, e que devemos ser conscientes do impacto que temos no mundo e uns nos outros», explica ao Portugal Têxtil.

Eclética, que une a estética clássica com um estilo mais urbano, criando peças éticas e ecológicas, «com a qualidade que a produção nacional nos habituou», a Hali Studio foi a materialização do projeto da Unidade Curricular de Criação de Marcas de Mercado do Mestrado em Design e Marketing de Produto Têxtil, Vestuário e Acessórios que Inês Silva concluiu na Universidade do Minho em 2021. «Durante a criação da marca não nos focamos em delimitar um público-alvo. Criamos peças para jovens, adultos, idosos… pensadas para qualquer pessoa, independentemente da idade e do sexo», afirma.

Além de uma marca de moda, a fundadora quer também que Hali Studio seja uma forma de consciencializar os consumidores para o funcionamento de toda a cadeia da indústria têxtil e, ao mesmo tempo, apelar para um consumo mais consciente.

Fornecedores partilham os mesmos valores

«Usamos materiais ecológicos e de qualidade, produzidos e tingidos Portugal. Quando se compra uma peça é possível

[©Hali Studio]
aceder a toda a informação da mesma, de forma mais visual: onde é produzido cada componente e a sua composição, desde as etiquetas, tecidos e malhas e botões até à embalagem final do produto. Acredito que esta transparência, além da qualidade e do conforto, é o que mais nos diferencia», revela Inês Silva.

Produzidos exclusivamente em Portugal, os botões e as etiquetas da Hali Studio chegam de Vila Nova de Famalicão, os fechos de Braga, as malhas, a confeção e as embalagens de Barcelos. «Queremos fornecedores que também possam representar a nossa marca, que partilhem dos mesmos ideais que nós e que façam parte deste projeto a longo prazo», sublinha.

Em termos de matérias-primas, a marca utiliza materiais naturais e reciclados, dando prioridade aos deadstocks. Além disso, a Hali Studio dá especial atenção à composição dos restantes componentes, como por exemplo as etiquetas de papel, que são recicladas, e os botões, produzidos a partir de desperdícios alimentares. «Acredito que não basta ser ecológico só nos tecidos, mas há uma necessidade urgente dessa consciência ser transversal à marca e à produção», destaca.

Com duas linhas distintas, a Hali Studio disponibiliza uma principal, que representa a marca e se caracteriza quer por um design mais distintivo em termos de formas, quer pela utilização de materiais mais diferenciadores. «As peças tanto se enquadram num estilo casual, para o dia a dia, como num estilo formal, sem perder o conforto», garante a empresária.

[©Hali Studio]
Já a 2o3, uma linha mais desportiva, que privilegia o conforto, apresenta um estilo mais básico, à base de t-shirts, sweatshirts e calças de fato de treino, utilizando, como fator distintivo, bordados e estampados.

Ambas as linhas podem ser compradas através da Bou Market, uma plataforma online de venda de marcas portuguesas, e ainda na loja Diva, na Guarda.

Atualmente, a Hali Studio encontra-se a desenvolver a próxima coleção, que contará com uma maior variedade de modelos. «Além disso, de forma a tentarmos ser mais inclusivos, vamos produzir mais tamanhos. Na coleção atualmente disponível existe desde o XS ao 2XL, mas pretende-se alargar a escala de tamanhos progressivamente, ao longo de cada coleção», indica Inês Silva.