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A corrida ecológica da Tapa Costuras

Desporto, moda e sustentabilidade correm de mãos dadas na Tapa Costuras. Nesse sentido, a empresa pertencente ao grupo Brandbias pretende relançar a marca Lemon Jack. O objetivo é transformar a insígnia no rosto de sustentabilidade da Tapa Costuras.

Ao longo dos dois últimos anos, a ecologia tem sido a grande aposta da Tapa Costuras, para a qual, em 2016, foi transferido todo o negócio têxtil da Brandbias. «A Tapa Costuras foi beber o know-how que acumulamos. Durante algum tempo tivemos os negócios separados. Ambas as empresas tinham negócio têxtil, mas, em 2016, tomamos a decisão de transferir todo o negócio têxtil para a Tapa Costuras», revela Gonçalo Serra, diretor-geral da empresa.

Atualmente, a Tapa Costuras posiciona-se do lado da ecologia. Prova disso é que, além das certificação STeP, é uma das nomeadas para 2019 do concurso iTechStyle Showcase, com um conjunto de running feminino composto por parka, top e leggings.

Numa altura em que a moda e o desporto se «confundem», a produção, corte e embalamento da empresa dividem-se a meias entre os dois sectores, conta Gonçalo Serra. «Hoje em dia, o consumidor usa produtos para fazer desporto, mas com algum toque de moda, com uma diferenciação. Já não é aquele fato-de-treino que se usava há uns anos», explica ao Portugal Têxtil. Camisolas de surf ou de rugby, casacos de trekking, fatos de atletismo são alguns dos artigos produzidos da Tapa Costuras. «É uma mistura entre o desporto, o tecno-fashion e o sustentável», aponta.

Um novo rosto para a ecologia

Atualmente, as duas marcas próprias da empresa, a Sportsbrand e a Lemon Jack, estão paradas. Contudo, a Tapa Costuras quer transformar a última e posicioná-la numa vertente ecológica. «Queremos que essa marca seja o nosso rosto da sustentabilidade. O objetivo é relançar a marca, participar em feiras só dessa vertente, como a INNATEX, por exemplo, ou a Berlin Fashion Week», afirma. A ideia é que os artigos sejam vendidos online, o que «poderá ser concretizado ou não, dependendo do apoio que consigamos», acrescenta.

Foi precisamente esta onda verde que marcou a recente participação da Tapa Costuras na Ispo Munich. «Apresentámos artigos com matérias-primas como urtiga, linho, algodão orgânico, poliamida reciclado, poliéster reciclado e cortiça», enumera Gonçalo Serra.

Alemanha, Suíça, Dinamarca, Suécia ou Finlândia, são «os mercados que se interessam por esta vertente, têm literacia para isso, percebem do que se está a falar, entendem o porquê de ser preciso seguir este caminho», reconhece o diretor-geral. Atualmente, 85% da produção é exportada para países como Espanha, França, Reino Unido ou Suíça.

Na Tapa Costuras, as preocupações ecológicas vão além das matérias-primas usadas, garante Gonçalo Serra. «Renovamos o nosso parque de máquinas nos últimos três anos. 70% dos nossos equipamentos são novos e têm características como, por exemplo, motores start and stop, que só trabalham quando é necessário, não têm consumo de óleo ou então têm muito reduzido consumo de óleo e ausência de ruido», conclui o diretor-geral.