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A era digital – Parte 1

As empresas, dos mais variados sectores, deparam-se hoje com a necessidade constante de atualização e inovação, investindo no desenvolvimento e adoção de estratégias flexíveis e fundamentadas que permitam uma resposta ágil no panorama digital em constante evolução.

Diversas marcas e agências pronunciaram-se sobre uma ampla variedade de temáticas relacionadas com a emergência dos novos media no âmbito da conferência digital promovida pela revista Advertising Age (Ad Age), que decorreu em Nova Iorque no final do mês de abril. O evento foi marcado por palavras-chave como colaboração, rapidez, talento, diálogo e criação de conteúdos.

Uma atitude ousada dominou a temática dos conteúdos, englobando o apoio ao desenvolvimento de novas parcerias e a aplicação de dados recolhidos no suporte à tomada de decisões criativas.

A tomada de decisão sobre os conteúdos produzidos e divulgados pelos marketers e pelos media é cada vez mais suportada pelos dados recolhidos e informação agregada sobre o público aos quais de destinam. Julia Fleischer, diretora de informação, conteúdos e media do grupo Kraft, afirmou que «compreender o consumidor, como chegar até ele e como lhe providenciar o conteúdo correto é a consideração mais importante. Esse conteúdo deve ser colocado em contexto, mas esse contexto tem de ser potenciado pela informação».

TecnoligiaB21Maio015Laura Desmond, CEO do Starcom Mediavest Group, referiu também os benefícios resultantes da criação de uma infraestrutura de pesquisa de informação intensiva, que possibilite uma tomada de decisão informada e opções de distribuição em tempo-real, seguindo um modelo de informação já comprovado.

O espírito de start-up foi um dos conceitos amplamente debatidos no âmbito do evento, suportado pela capacidade de inovar e agilizar a tomada de decisões.

«Se não começarmos a agir como uma start-up, acabaremos por falhar», advertiu Howard Pyle, vice-presidente de desenvolvimento de marketing global da IBM. Pyle defende a criação de equipas incubadoras que desenvolvam processos de teste, como forma de proteger as grandes corporações das tradicionais barreiras ao aparecimento de novas ideias, com que frequentemente se deparam.

Também o diretor de marketing da empresa americana Beats by Dr Dre, Omar Johnson, destacou a importância das grandes organizações, como aquela em está integrado, atuarem com rapidez, descrevendo uma filosofia semelhante à de uma start-up. «O crescimento influenciou a cultura [da organização] pelo que temos de nos organizar um pouco mais e trabalhar um pouco mais no futuro, mas não perdemos a nossa agilidade de marketing, apenas planeamos».

Uma das principais ideias que surgiu repetidamente durante a conferência de dois dias foi a importância do talento, seja através da contratação, desenvolvimento ou reconhecimento. Pam Kaufman, diretora de marketing e presidente de produtos de consumo da Nickelodeon, defendeu que: «se é um líder de uma organização, deve despender a maioria do seu tempo a pensar sobre o seu talento. Eu sou basicamente uma controladora de tráfego aéreo a gerir o talento».

Andrew Benett, CEO da Havas Worldwide, reiterou a importância da gestão do talento e de ter uma cultura que fortaleça as pessoas para que elas possam singrar. «Cada vez mais contratamos em função daquelas que são as paixões das pessoas; (…) Acreditamos que se criarmos uma empresa cuja filosofia tem por base as pessoas, teremos bons resultados e seremos bem-sucedidos», explicou.

Na segunda parte do artigo será abordada a criação de conteúdos como um mecanismo facilitador de diálogos e o estabelecimento de colaborações como forma de potenciar o envolvimento com o público.