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A escalada da roupa interior masculina

A acompanhar a consolidação da economia americana está o percurso ascendente das vendas de roupa interior para homem, com marcas como Hanes e Tommy Hilfiger a sentirem os bons ventos soprados do mercado.

Na América do Norte, as vendas de roupa interior masculina, seja ela boxers ou cuecas, aumentaram em 1,1 mil milhões de dólares desde 2009 (aproximadamente 981 milhões de euros), credibilizando a teoria do economista e antigo presidente da Reserva Federal americana Alan Greenspan, o Men’s Underwear Index, mostrando que, é possível detetar o início da recuperação económica acompanhando os números das vendas neste segmento.

A performance das vendas da Hanes, marca conhecida pelas vendas da sua roupa interior masculina, evela uma tendência similar. Não obstante, alguns fabricantes de roupa interior estão a enfrentar ventos adversos, apesar da tendência de crescimento nas vendas.

Seguindo um trilho semelhante ao do mercado global de retalho de luxo, a Calvin Klein e a Tommy Hilfiger sofreram quando a força do dólar penalizou o euro e o iene, cortando na quantidade de turistas estrangeiros que habitualmente se deslocavam aos EUA com intuito de gastar. Ambas as marcas estão a ser penalizadas com o acumular de stocks – situação que está a motivar promoções de toneladas de artigos. Ainda assim, há alguns indicadores de sucesso.

As vendas de roupa interior a preço integral da Tommy Hilfiger duplicaram na Europa e nos EUA durante a segunda metade de 2015, de acordo com o CEO, Emanuel Chirico, graças ao contributo do tenista Rafael Nadal e um anúncio que se tornou viral (o vídeo teve mais de 500 milhões de interações em cerca de 40 países).

Apesar de as vendas estarem em escalada, os dados disponíveis não refletem ainda a preferência masculina neste segmento, algo que poderá ajudar as marcas de roupa interior a realinharem a sua gama de produtos, analisa a Quartz.