Início Notícias Têxtil

A escalada do algodão

A forte procura por algodão americano por parte dos compradores chineses, bem como do Vietname e da Indonésia, fez disparar os preços da matéria-prima para os níveis mais elevados desde julho passado.

De acordo com o último relatório mensal do governo norte-americano, analisado pelo portal Just-style, os compradores chineses comprometeram-se a comprar quase cinco vezes mais algodão americano do que em igual período do ano passado, apesar das previsões para as importações totais da China para 2016/2017 evidenciarem apenas um aumento residual.

De igual forma, os compromissos de algodão dos EUA para com o Vietname quase duplicaram em relação ao ano passado, enquanto os da Indonésia mais que duplicaram, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA na sigla original). No entanto, as previsões para as importações totais de algodão do Vietname na temporada 2016/2017 deverão subir apenas 10%, enquanto as da Indonésia deverão manter o seu ritmo.

A última atualização mensal do Comité Consultivo Internacional do Algodão (ICAC) estima que os preços da matéria-prima para 2016/2017 se situem entre os 0,66 centavos/libra (aproximadamente 0,62 cêntimos) e os 0,83 centavos/libra, com um ponto médio de 0,74 centavos libra e 0,04 centavos/libra acima da última temporada.

Em dezembro, o ICAC revelou que o Cotlook A Index atingiu a média de 0,79 centavos/libra nos primeiros quatro meses da temporada – que começou a 1 de agosto – devido a atrasos na colheita 2016/2017.

O USDA acredita que com uma previsão para o comércio mundial semelhante à do ano passado e com as exportações dos EUA a aumentarem 35%, «a quota de mercado dos EUA no comércio mundial deverá crescer drasticamente».

O Departamento de Agricultura norte-americano acrescenta que as exportações dos EUA mostram que, durante os primeiros cinco meses do ano de comercialização, tanto as exportações acumuladas como as vendas pendentes subiram cerca de dois terços comparativamente ao período homólogo do ano passado.

A exceção é a Turquia, cujas importações totais de algodão aos EUA deverão diminuir acentuadamente devido a um incremento da produção interna.

Os compromissos atuais para com o México não evidenciam alterações em relação ao mesmo período do ano passado, embora as importações totais tenham aumentado ao ano, o que significa que os EUA devem manter a sua participação de quase 100% nas importações do México.

O total de compromissos com o resto do mundo escalou 80%, segundo o USDA, embora as importações totais nesses mercados se mantenham, no geral, inalteradas. Deste modo, espera-se que a participação dos EUA nas exportações totais aumente em todos os mercados.