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A familiaridade da Baby Gi

Depois de ter participado nos mais importantes salões da especialidade num esforço de internacionalização que começou, tal como a própria marca de roupa infantil, logo no nascimento, mercados como Inglaterra e Itália já aceitaram a marca na família.

«As pessoas começam a ficar familiarizadas com a marca, é uma questão de confiança», afirma Alfredo Moreira que, ao lado da mulher Sónia Brito gere os destinos da Baby Gi, ao Portugal Têxtil. A marca de vestuário e acessórios dos 0 aos 6 meses que se pinta numa paleta sóbria tem respondido afirmativamente às chamadas das feiras internacionais de moda infantil, nas quais vai encontrando clientes habituais e fazendo novos contactos, estação após estação.

Com paragem na Pitti Bimbo, em Florença, Bubble London, Dino Mignon, no Canadá, Kind + Jugend, na Colónia, e na Fimi, em Madrid, a Baby Gi tem como principais mercados Inglaterra, Itália, Espanha, França, Alemanha, Holanda e Emirados Árabes Unidos. E, por isso, ainda que a marca de vestuário para criança possa ser encontrada em cerca de 70 pontos de venda no território nacional, a exportação tem maior peso – aproximadamente 75% – no volume de negócios (ver A viagem promissora da Baby Gi).

«Agora temos a Bulgária, que não era um mercado de que eu fosse à procura, mas fomos contactados por um distribuidor na Pitti Bimbo», revela Sónia Brito, salientando o potencial da feira italiana. «Foi a terceira edição que fizemos [em janeiro último]. Dentro das feiras, é a que tem mais glamour e mais visibilidade», destaca.

As coleções da Baby Gi incluem artigos como babygrows, pijamas, bodies, babetes, coberturas para cadeiras, mantas, toalhas de banho, fraldas, almofadas e bolsas, dispondo, ainda, de uma linha de produtos customizada que tem conquistado os clientes.

Tendo crescido, segundo Alfredo Moreira, «500% em 2017», atualmente, a Baby Gi garante postos de trabalho a quatro pessoas, divididas entre as áreas de logística, contabilidade, design e gestão, recorrendo à subcontratação dos restantes serviços para satisfazer a produção anual que ronda as 50 mil peças.

O próximo passo será o recrutamento de um web designer, para acompanhar a aposta crescente da marca no canal digital.

«Estamos a aumentar o volume de publicações nas redes sociais e o futuro depende de ter uma pessoa só dedicada precisamente a isso. O objetivo é mesmo contratar um web designer», esclarece Alfredo Moreira, revelando ainda que as vendas online se poderão seguir, mas com uma dose redobrada de prudência. «Tem de ser feito de forma muito bem pensada. Neste momento, vendemos ao retalho, se começarmos a vender diretamente ao cliente final, o retalhista pode questionar-nos», ressalva.