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A garra da Lion of Porches

Com Maria João Bastos como nova embaixadora, a Lion of Porches antecipa um ano de 2017 positivo, depois da trajetória ascendente em 2016, onde teve a companhia da “irmã” Decenio.

No ano passado, a Lion of Porches registou um crescimento de 7% do volume de negócios, para cerca de 24 milhões de euros, enquanto a Decenio, pertencente ao mesmo grupo, registou um aumento de 11%. «Com a Decenio, o volume de negócios aumentou para cerca de 35 milhões de euros», revela o administrador Joaquim Brito na edição de maio do Jornal Têxtil. «Para uma marca que estamos a tentar relançar, é bom. [A Decenio] é uma marca na qual estamos a investir, portanto, mais do que resultados, queremos que a marca se afirme, mas também é bom que, ao mesmo tempo, tenha resultados», sublinha.

A Lion of Porches, que na última edição do Portugal Fashion, em março último, apresentou a atriz Maria João Bastos como nova embaixadora da marca, realiza 85% das vendas em Portugal, pelo que o «grande desafio», aponta Joaquim Brito, é «a internacionalização». Espanha é atualmente o principal mercado externo da marca, que está ainda presente na Rússia e, mais recentemente, na Arábia Saudita. «É um novo mercado, com um parceiro local – esperemos que também corra bem», admite o administrador. «A internacionalização é sempre um esforço grande, principalmente quando temos de assumir o risco todo, porque não queremos que a internacionalização se torne um problema. Portanto, investimos, mas apenas dentro daquilo que não ponha em causa o que existe – é uma máxima que sempre tivemos», explica o administrador.

A aquisição da Decenio, há pouco mais de dois anos, veio inviabilizar o acesso a apoios para o desenvolvimento do negócio. «Deixámos de ser uma PME e de ter apoios comunitários para a internacionalização, o que, diga-se, é questionável, porque não passamos a ser maiores, passamos é a ter duas marcas. Mas são normas comunitárias, não há nada a fazer», reconhece, resignado. «Mas não é por isso que estamos a diminuir o esforço de internacionalização. Apenas se torna mais difícil, porque gastamos mais dinheiro e o retorno será mais difícil», acrescenta. «A problemática da internacionalização tem muito a ver com a dimensão das marcas portuguesas, o marketing. Temos um mercado pequeno, quando vamos para fora somos sempre pequenos e isso torna tudo mais difícil. Mas também não temos pressa», destaca.

Com 24 lojas próprias, entre a primeira linha e outlets, a Lion of Porches tem igualmente crescido através do modelo de franchising, em Portugal e Espanha, assim como com recurso a parcerias noutros mercados. A crescer está também o canal online, que está atualmente em fase de remodelação. «Está a correr muito bem e dentro de uns meses vamos lançar uma nova plataforma – todo o negócio online, em termos técnicos, vai ser reformulado», adianta. «As questões técnicas permitem muitas vezes até políticas comerciais diferentes – às vezes até se quer fazer uma coisa, mas é preciso que a parte técnica responda. Vamos resolver isso com a nossa plataforma e a partir daí haverá outras coisas que vamos poder fazer online», explica ao Jornal Têxtil.