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A individualidade da Freakloset

A marca portuguesa de calçado nasceu apenas em julho, mas chegou logo a bater o pé contra a moda rápida. Os pares da Freakloset desatam-se de tendências de moda e pousam na customização para que sejam uma espécie de extensão da personalidade de quem os calça. À cabeça, está uma jovem empreendedora de 26 anos.

Neste momento, a equipa da Freakloset conta com três elementos fixos, mas Joana Lemos, fundadora e CEO, foi quem teve a ideia de criar uma marca de calçado capaz de se manter relevante no passar do tempo e carregar traços da personalidade do seu utilizador. «O conceito da marca nasceu a partir de um insight muito simples: nunca me senti particularmente atraída por tendências, pela fast fashion, e dava por mim inúmeras vezes a usar roupas da minha mãe, com 20 anos, e ficar fascinada: “Como é que o design de um produto consegue ser tão irreverente e ao mesmo tempo tão simplista, que se perpetua no tempo e passadas duas décadas continua a estar na moda?”», recorda Joana Lemos sobre o “clique”, em declarações ao Portugal Têxtil.

A noção percebida de intemporalidade serviu de mote à Freakloset, fragmentando-se depois na possibilidade de customização dos pares, num tempo marcado pela produção em série. «Apercebi-me do potencial da customização neste ramo e, sobretudo, senti que a maioria das marcas que oferecia customização tinha softwares exaustivos, com centenas de opções para cada pormenor, tornando o processo mais cansativo do que divertido», analisa a CEO, que se debateu para simplificar o procedimento.

Inicialmente foram criados sete modelos, lançados faseadamente até ao final do ano e, neste momento, há três estilos de sapato disponíveis: o Derby, o Monk e a Bota de Atacadores. O Loafer é o próximo na lista.

Com recurso ao software “Create”, no portal de comércio eletrónico da Freakloset, o consumidor pode escolher quatro partes do sapato: a pele, a sola, os atacadores e a taloeira «Apercebi-me de que mesmo com apenas quatro partes customizáveis, as possibilidades continuavam a ser inúmeras, por termos imensas cores para cada parte», destaca Joana Lemos.

Cada sapato é feito à mão, por encomenda e, num máximo de 15 dias úteis, o cliente recebe o seu par em casa. «Todos os nossos sapatos são de construção “Blake”, o que significa que as solas para além de coladas, são cosidas ao sapato, tornando-o muito mais flexível e duradouro», acrescenta a CEO da Freakloset. Os pares têm preços entre os 240 e os 300 euros.

Há, ainda, uma coleção fixa, isto é, combinações criadas em cada estação com um pequeno stock disponível.

Para completar a experiência de compra no canal online, a aquisição da coleção fixa e a encomenda dos pares personalizados podem ser feitas, também, na loja física da Freakloset, situada no n.º 72 da Rua do Passadiço, em Lisboa. «Não nos queremos pautar muito por coleções. Os modelos que criamos são intemporais e possíveis de utilizar em qualquer estação», resume Joana Lemos ao Portugal Têxtil, não deixando de destacar que há novas cores e materiais com a chegada da nova estação.