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A inovação desportiva da Wat Toddler

A produção de vestuário de desporto é a principal aposta da empresa sediada em Santo Tirso, pertencente ao grupo RC Europa, que olha inclusive para a sustentabilidade como um caminho para potenciar mercados como a Alemanha e Inglaterra.

O desporto e a sua ligação cada vez mais forte com a moda é o caminho que a Wat Toddler quer seguir. «O desporto representa cerca de 50% do que produzimos. Depois, cerca 30% é moda, mas também adaptada ao desporto. Se falarmos de moda pura e dura, deverá representar entre 15% ou 20%. Não é realmente aquilo que queremos», admite, ao Portugal Têxtil, Sérgio Santos, diretor de vendas da Wat Toddler.

A vertente desportiva, que passa por modalidades como montanhismo, corrida ou ciclismo, «tem crescido e queremos especializarmo-nos cada vez mais nesse segmento. As pessoas sentem necessidade de acrescentar essa vertente ao seu dia a dia. A procura é muito grande e, portanto, os novos materiais aplicados a essa área são procurados e nós estamos a tentar inovar nesse sentido. Queremos tentar deixar cada vez mais a moda pura e dura e concentrarmo-nos nos técnicos», explica.

A impulsionar o desporto estão mercados como a Alemanha, o Reino Unido, os EUA ou o Canadá. «Atualmente, a grande maioria das solicitações que nos chegam são originárias desses mercados, mas estamos sempre à procura de outros», sublinha o diretor de vendas da empresa, que exporta cerca de 80% do que produz.

Inovar para crescer

Este ano, a Wat Toddler passou por feiras internacionais como a Première Vision ou a Ispo Munich, onde quis demonstrar as técnicas que utiliza na confeção, desde a colagem ao corte a laser e, igualmente, a sua aposta em matérias-primas sustentáveis, como a cortiça, poliamida e poliéster reciclados. «O mercado pede e é o futuro. Efetivamente, a sustentabilidade, o ser pró-ambiente é para onde todos nos dirigimos. O mercado está cada vez mais disponível para pagar mais, desde que as empresas garantam inovação e esse posicionamento», acredita.

A Wat Toddler, que emprega cerca de 70 pessoas, teve em 2018 «um ano de aprendizagem». «Notamos efetivamente que algumas marcas estão a querer novamente começar a produzir em Portugal e na Europa, mas a concorrência, obviamente, é muito forte. Estamos com grandes expectativas agora para 2019», admite Sérgio Santos.