George Weston, CEO da Associated British Foods (ABF), confirmou «um significativo progresso alcançado no resultado operacional da Primark», no contexto do desempenho «sem mácula» do grupo no período encerrado a 28 de fevereiro. O total de vendas da Primark, que responde por um terço das receitas do grupo, aumentou 12% para 2,55 mil milhões de libras durante esse período, beneficiada pelo enfraquecimento do euro face à libras esterlina, com as vendas em moeda neutra a registarem um aumento de 15%.

No final do mês de fevereiro, a Primark operava 287 lojas e o desempenho da cadeia foi impulsionado pela «significativa expansão do espaço de vendas (mais 11% em comparação anual) e transações superiores» operadas pelas lojas inauguradas nos últimos 12 meses, assinalando uma «elevada densidade de vendas» nessas unidades.

O desempenho assinalado até ao momento faz antecipar resultados positivos subsequentes, especialmente considerando a escolha pertinente da localização de novas lojas a inaugurar pela marca. Os planos de entrada no mercado do nordeste americano «estão muito avançados» para a inauguração agendada para o final de 2015, enquanto a expansão europeia e o crescimento das vendas prosseguem.

A ABF afirmou que alguns dos espaços recentemente inaugurados «constam regularmente do top 20 de lojas da Primark por vendas anuais», incluindo a loja de Berlim em Alexanderplatz, Cardife, Estugarda, Colónia, Marselha e todas as três lojas parisienses da marca. No entanto, as vendas no universo comparável de lojas, estagnadas no ano passado, foram reprimidas pelo clima excecionalmente quente no norte da Europa no último outono e pelo impacto da inauguração de novas lojas na Holanda e na Alemanha, cujo desempenho superou o das lojas previamente existentes. «Isto é consistente com o padrão normal de comercialização a que temos assistido nas fases iniciais de expansão da Primark em novos países.

Se a Holanda e a Alemanha fossem excluídas da comparação, o crescimento do grupo na mesma base de lojas teria sido de 3% no primeiro semestre», observou o grupo. Mas as vendas, na mesma base de lojas, durante o importante período natalício, «foram fortes», adiantou, denotando um desempenho positivo em Portugal, Espanha e Irlanda, que se destaca pela prestação excecional. O resultado operacional aumentou de 12,1% para 12,6%, devido a um nível superior de remarcações e ao efeito das taxas de câmbio sobre os custos de aprovisionamento.

A ABF referiu, também, que «o impacto da sustentada força do dólar americano irá aumentar os nossos custos no outono/inverno e será visível nos resultados do quarto trimestre deste ano fiscal e do próximo. Não permitiremos que as variações cambiais afetem o nosso modelo de aprovisionamento de moda atual, com o melhor valor para os nossos clientes, em cada um dos nossos mercados».

Os resultados mais amplos do grupo ABF mostram uma quebra dos lucros dos acionistas, de 341 milhões de libras para 143 milhões de libras, ou 18,1 pence por ação, em comparação com os 43,2 pence assinalados no ano anterior. O lucro ajustado antes de impostos caiu 4% para 450 milhões de libras. Os ganhos ajustados por ação foram de 46,1 pence, em comparação com 45,8 pence obtidos no período homólogo anterior. O resultado operacional ajustado diminuiu 5%, ou 2% em moeda constante, enquanto a receita do primeiro semestre aumentou 1%, ou 3% em moeda neutra.