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A jovem Averse

Fruto de uma vontade da GBTX de criar uma marca própria, a Averse emerge no universo da moda com uma linha de roupa direcionada para o estilo «urban» e «streetwear», com planos de extrapolar as fronteiras nacionais e posicionar-se pelo mundo.

Maria Rodrigues e Rita Capão

Alinhado ao público-alvo da marca, que abrange a faixa etária dos 20 anos, destaca-se o design jovial que pretende casar o estilo sportwear com a moda casual, resultando num look athleisure, tão em voga, para ser utilizado no quotidiano.

A marca embrionária procura, por enquanto, validar o seu ADN, o que tem sido construído com base no feedback recebido através do comércio eletrónico e das presenças nas feiras internacionais.

«Agora temos mais noção da direção que queremos seguir, também já temos algum feedback do mercado porque temos o site online e já temos algum tipo de correspondência», explica a designer da marca, Maria Rodrigues, ao Portugal Têxtil.

Conscientes da importância que as redes sociais significam no seio das camadas mais jovens, a marca planeia integrar na sua estratégia de mercado uma forte aposta no Facebook, instagram e Pinterest. Não obstante desta abordagem, o objetivo da Averse passa também pela venda ao retalho.

«Esta primeira coleção, primavera/verão 2018, foi o teste para retalho. Fizemos para feiras ao longo do verão e tem havido uma boa recetividade, para entrar no mercado para exportação», revela Cláudia Senra, Marketing and Business Development.

As coleções são desenvolvidas «de acordo com as tendências e, realmente, os estampados são sempre uma tendência, de uma forma ou de outra, e apostamos também em bordados», aponta Maria Rodrigues.

A Averse é direcionada para uma gama média-alta devido à qualidade dos produtos, indicou, por sua vez, a designer Rita Capão, cuja característica é herdada da fama atribuída ao “made in Portugal”.

«Temos a noção de que o “made in Portugal” é uma marca e que, por si só, poderá representar qualidade e o que queremos é oferecer a qualidade a um preço que consideramos justo», esclarece Maria Rodrigues.

Apoiados pelo programa Portugal 2020, os planos delineados para a projeção da marca a nível internacional são traçados tendo por base vários e variados mercados. Os 30 modelos que compõe a coleção, masculina e feminina, combinam peças básicas e artigos mais elaborados, com vista a englobar uma gama de produtos que se adapte ao mercado global, adianta Rita Capão.

Esta versatilidade é possível devido à estrutura da Gabritex, da GBTX e da Iris (ver A união faz a Iris), que permite explorar novos conceitos, materiais e ideias.

Domingos Santos

«O que nos ajuda imenso fazer parte de um grupo com tanta variedade de produção e de larga escala e com varias soluções. Permite-nos ter maior escolha no processo produtivo e isso é uma grande ajuda para o lançamento de marcas novas porque tem não só o know-how como todas as ferramentas a nível interno», confessa a marketeer.

Os horizontes ambicionados para a Averse apontam na direção da «Europa:  Itália, França, Holanda, Suécia – países mais nórdicos com maior poder de compra», e ainda, Estados Unidos e Japão, desvenda Cláudia Senra.

Expectante sobre o futuro, os objetivos da Averse passam por a «curto prazo começar a tornar mais evidente a identidade da marca, tornar a marca mais presente nas redes sociais e no top of mind. Subir e atingir o nosso publico alvo e começar a fazer com que as pessoas conheçam a marca», refere a responsável de marketing.

Salientando ainda as expetativas de que, num período de cinco anos, a ocupe entre 40% a 50% da produção da GBTX, como admitiu Domingos Santos, administrador da empresa, na edição de setembro do Jornal Têxtil.