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A metamorfose da Maria Bianca

Nascida no Reino Unido, é a partir de terras lusas que a marca criada por Catarina Pereira de Lima tem crescido, sobretudo no mercado italiano. A vestir crianças dos 0 aos 14 anos, a Maria Bianca tem vindo a transformar-se e a apostar em artigos de swimwear.

Atualmente instalada em Portugal, a Maria Bianca foi criada no Reino Unido por Catarina Pereira de Lima, que encontrou na criação da marca uma forma de mudar de vida. «Estava a viver em Inglaterra com o meu marido. Na altura, ainda nem tínhamos filhos. Trabalhava numa consultora e não estava feliz. O trabalho não tinha nada a ver comigo, por isso, percebi que não era de todo aquilo que queria fazer para o resto da minha vida», conta a fundadora da marca ao Portugal Têxtil. Na altura, Catarina Pereira de Lima começou por analisar «o que é que faltava em Inglaterra. Uma das coisas que eu vi que faltava era roupa de bebé com muitos pormenores», explica.

Foi no Reino Unido que a Maria Bianca começou a vender em lojas multimarca, para depois passar para o universo online. «Os mínimos de produção eram elevadíssimos. Acabou por ser o movimento inverso, ou seja, não começámos com uma loja online, como muita gente começa. Foi o inverso. Começámos nas lojas e depois fomos para o online», revela.

Maria Bianca, a designação escolhida por «ser fácil de dizer», não esquece o seu caráter luso. «Maria porque eu queria que tivesse um nome português, que não só tivesse a ver com a nossa história, mas também com a marca. Como a marca tinha tudo a ver com pureza, com o branco… apesar de apostarmos em muitas cores hoje em dia, a base da marca é sempre o branco. Quisemos juntar dois nomes que, no fundo, nos dessem um bocadinho de luz», justifica a diretora-geral.

O símbolo da marca, a borboleta, acaba por refletir a constante evolução da mesma. «A borboleta porque é o símbolo da transformação, da metamorfose. É isso que somos: a transformação. Desde pequeninas até que crescem, as crianças podem vestir-se com Maria Bianca», garante a fundadora.

Aproveitar as pequenas coisas

Atualmente, a Maria Bianca é reconhecida, principalmente à escala internacional, por artigos de swimwear. «Trata-se de um segmento muito procurado e pouco explorado como estamos a fazer. Foi um caminho que acabamos por escolher por vermos que há procura. Mantenho o babygrow, os fofos, entre fatos de banho e vestidos. Os padrões são agora desenhados por nós, e, portanto, são artigos únicos», afirma.

Na mais recente edição da Pitti Bimbo, a Maria Bianca apresentou a coleção de verão 2020, que pretende passar mensagens como “enjoy the little things”, repercutida em vários modelos. «Uma das coisas que tenho aprendido nestes últimos anos é que o poder do momento é muito mais forte do que o poder do futuro ou do passado. As coisas mais pequeninas são aquelas que temos num único momento, que é o presente. Escrevi “enjoy the little things” numa t-shirt com o padrão das bananas. Temos ainda o padrão dos unicórnios que fala um bocadinho sobre a magia, sobre o mundo encantando, sobre acreditar e viver no mundo mágico. Depois temos o leão, que é o símbolo da fortaleza, o rei da selva. Temos ainda as bailarinas, pela força da mulher e do poder feminino», indica.

Crescer com consistência

A exportar 50% do que produz, as peças da Maria Bianca têm como principal destino internacional Itália. «Temos três agentes aqui [Itália] baseados que nos ajudam a vender», adianta Catarina Pereira de Lima. «O mercado português também é obviamente importante. Temos uma loja online que está permanentemente a vender para países como Inglaterra, França e Espanha. 50% das nossas vendas são online», destaca.

Com presença em cerca de 50 lojas multimarca espalhadas por vários países, a equipa da Maria Bianca conta com três pessoas. «Queremos manter uma estrutura pequena, porque esta indústria tem muitos encargos. Conseguindo manter uma estrutura pequena, também conseguimos crescer com mais consistência», considera.

2018 foi, precisamente, um ano de crescimento, segundo a diretora-geral da Maria Bianca. «2018 foi um ótimo ano. Foi um ano de crescimento, em que aumentámos mais de 50% de 2017 para 2018. Creio que, com a ajuda dos nossos agentes, o crescimento de 2018 para 2019 vai extrapolar o de 2017 para 2018», conclui.