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A moda vai nua

Despida de preconceitos, seja nas estações ou no género a quem se dirige, a moda está em plena revolução, antecipando novos modelos de negócio onde os consumidores e as redes sociais têm protagonismo. Uma evolução à qual nem os designers mais conceituados escapam.

Numa altura em que se discute novas formas de apresentar as coleções, com desfiles pensados para o consumidor, a edição de maio do Jornal Têxtil faz o retrato da revolução que se faz sentir na moda em todo o mundo, incluindo em Portugal, onde recolhemos as opiniões de Luís Buchinho, Miguel Vieira, Alexandra Moura, Carlos Gil e Júlio Torcato sobre a tendência “veja agora, compre agora”.

Ainda dentro desta temática, fazemos o balanço de seis meses de entradas e saídas de designers nas principais casas de moda – da Dior à Lanvin, sem esquecer a mais recente mudança nos destinos da Saint Laurent e da Calvin Klein – numa dança de cadeira à qual nem Portugal escapou, com mudanças na direção criativa das marcas Decenio, Dielmar e Meam, contadas de viva voz pelos seus protagonistas.

Também protagonista de uma história de sucesso, mas nos têxteis-lar, Alberto Pimenta Machado abriu as portas da Villafelpos ao Jornal Têxtil, numa entrevista onde percorre os primeiros tempos mas, sobretudo, os próximos capítulos de um percurso que tem levado os felpos nacionais aos cinco continentes.

A internacionalização, de resto, está claramente no ADN das empresas nacionais, das mais recentes, como a fiação Inovafil, às mais consolidadas, como a produtora de tecidos Lemar. O mesmo acontece na inovação, onde a especialista em acabamentos denim Pizarro e a especialista em tingimento e acabamento de malhas Tintex continuam a apostar, mas que é transversal a outros players, como a Universidade do Minho, que deu luz a novos projetos de I&D.

Acompanhe ainda a criatividade dos desigenrs Diogo Miranda e Luís Onofre, com propostas irresistíveis da cabeça aos pés, assim como o desenvolvimento das marcas da Brandbias – a Lemonjack e a Sportsfriend –, da DOT, que já saltou da Internet para as lojas físicas, e da Ambitious, que está a calçar homens em diversas latitudes.

Fazemos ainda o balanço da Avaprint e da Momad Shoes – esta última com vários expositores portugueses, incluindo a Beppi e a Lemon Jelly – e abrimos a janela do futuro, com alguns dos protagonistas que estão a trazer a impressão 3D para o universo do vestuário.

Na nossa volta pelo mundo, acompanhamos a visita promovida pela ANIVEC de empresários da indústria de vestuário ao Consulado de Portugal em Macau, naquela que foi uma primeira iniciativa para dinamizar os laços comerciais entre Portugal e a China, analisamos o regresso do algodão ao Haiti, apresentamos a iniciativa da Tengri para trazer o fio de iaque da Mongólia para a Europa, ouvimos, na primeira pessoa, as histórias das centenárias Maglificio Maggia (fundada em 1780) e da Tekstina (quase a celebrar 190 anos) e contamos as ambições da indústria têxtil e vestuário do Egito.

Mas, como sempre, há muito mais para conhecer no Jornal Têxtil de maio, desde o estado da economia e das exportações da indústria têxtil e vestuário em Portugal até ao crescimento acelerado do mercado dos airbags, sem esquecer as cadeiras aquecidas que podem substituir o ar condicionado nos escritórios e as embalagens com ágar-ágar que, em breve, podem destronar o plástico.

E como “ o saber não ocupa espaço”, conheça as propostas de formação do Modatex e da Universidade do Minho direcionadas para o sector têxtil e vestuário, no suplemento Investir no Conhecimento.

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