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A Primavera/Verão 2007 aposta num homem multifacetado

A abertura foi da responsabilidade da Munich Fabric Start e também do showroom de Arturo Brisco, seguindo-se a Milano Única, com cinco feiras de tecidos sob o mesmo tecto, e finalmente a Première Vision, em Paris. Não se pode deixar de referir a Texworld utilizada por cada vez mais produtores. «Eu também vou ver o que os asiáticos têm para apresentar», esta foi a frase mais ouvida, sobretudo pelos fornecedores de sportswear. Kevin Lobo, da Hugo Boss, afirmou, «foram apresentados muitos tecidos e discutiram-se muitos pontos de vista. A oferta foi bastante melhor do que nas últimas épocas. Pensamos que as tecelagens se esforçaram bastante devido à pressão da competitividade». Resta apenas o momento da decisão por parte dos criadores. Muitas questões permanecem por esclarecer: até que ponto o look deve ser clean; quais as lavagens e acabamentos bem aceites pelo consumidor; qual a quantidade de denim que o homem precisa e o que este pensa das cores. A unanimidade reina em dois aspectos: o look deve ser clean e recorrer a cores discretas. O “valor” é uma palavra que surge cada vez com mais frequência, desde o vestuário desportivo ao vestuário de um segmento mais elevado. Os novos tecidos devem conferir este “valor” ao vestuário. O blazer na sua vertente mais informal mantém o seu lugar no Verão de 2007. Para concretizar esta tendência a confecção tem ao seu dispor o suave algodão, misturas de algodão e misturas de linho. Os fatos, segundo os produtores, serão mais uma vez elegantes, com um toque suave e um ligeiro brilho, em misturas de lã e seda. As empresas de sportswear apostam cada vez mais em tecidos funcionais, materiais técnicos como o nylon ou misturas de nylon para blusões e vestuário jovem. No que diz respeito às partes de cima – blazers, blusões e casacos – a tendência aponta para cores naturais, desde o beije claro até ao castanho. Os fornecedores mais modernos e arrojados apontam o branco como seu favorito. O cinzento aparecerá nos fatos, assim como o beije. Num ambiente de cores neutras e de serenidade os conjuntos precisam de alguma vivacidade. Este papel foi incumbido às camisas em duas vertentes: riscas clássicas em cores “frescas” ou cores únicas como o verde azeitona e azul-escuro para o início da época e pastéis e tons de água para o auge do Verão. O branco também tem admiradores. Em conjunto com as novas cores os produtores de camisas apostam igualmente em tecidos com padrões “refinados”, com pequenos desenhos geométricos, com efeito mate e de brilho e superfícies com relevo.