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A surfar na Onda

A marca portuguesa de fatos para desportos aquáticos Onda está a expandir-se nos mercados internacionais. A Europa é o primeiro alvo, mas não é o único.

Desde 1999 que a Onda Wetsuits tem vindo a afirmar-se, inicialmente em Portugal mas, cada vez mais, com a vontade de conquistar novos mares no Velho Continente. «De há três anos a esta parte começamos um processo de reestruturação interna, com novos processos, numa tentativa de nos aproximarmos das marcas internacionais e realmente é o que estamos a conseguir», revelou Paulo Green, global activator da marca da P&R Têxteis, na edição de abril do Jornal Têxtil.

Além de Portugal, Espanha é já um mercado importante – com cerca de 15 pontos de venda – e a marca tem vindo a chegar a clientes também em Marrocos, na Alemanha, em França e no Reino Unido. «Pouco a pouco estamos a conseguir expandir um pouco o nosso negócio», acrescentou Paulo Green.

Nesse esforço de chegar a novos mercados, a marca esteve pela primeira vez na última edição da Ispo Munich, em janeiro, «para encontrar distribuição e agentes», onde conseguiu «bons contactos que nos podem até abrir portas em novos mercados que nem estávamos a contar», explicou Paulo Green.

O facto de a marca ser desenvolvida em Portugal – cada vez mais reconhecido como um país ligado aos desportos de mar, como o surf – tem ajudado a abrir algumas portas. «Trazemos todo o know-how que temos em termos de surf, de desportos aquáticos para a marca. Isso é já um ponto positivo de diferenciação», destacou o global activator da marca. «Toda a equipa que está por detrás da Onda pratica surf, pratica stand-up paddle e desportos de mar, ou seja, conseguimos transmitir segurança», acrescentou. A tudo isso soma-se a produção na Europa e o desenvolvimento do produto. «Uma coisa bastante importante nos fatos de surf é o fiting, a construção da peça, e sem dúvida que todo o conhecimento que a P&R tem na construção e desenvolvimento de produto e na sua produção ajuda», apontou.

O produto, de resto, continua no centro das preocupações atuais da Onda Wetsuits, embora a diversificação comercial e a comunicação estejam nos planos. «Acreditamos que sem ter um produto bom e diferenciador não conseguimos estar no mercado. Numa segunda parte, que é o que estamos agora a fazer, estamos a tentar desenvolver o network comercial e uma terceira fase, a que ainda chegaremos, será a parte da comunicação e do marketing», enumerou Paulo Green.

A marca patrocina, contudo, já alguns atletas, incluindo António Cardoso, bodyboarder português, e o australiano Lincoln Dews, no stand-up paddle. «A passo e passo estamos a construir a nossa rede comercial e expandir em termos de comunicação para os outros países», aponta. «Primeiro a Europa e depois a seguir os EUA, que é o principal mercado a seguir à Europa», concluiu o global activator da Onda Wetsuits.