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A técnica da NGS Malhas

Naquela que foi a quinta participação na Première Vision Paris, a NGS Malhas estima que, nos três dias, tenham passado pelo seu stand mais de 400 pessoas. Os que entraram, puderam conhecer a mais recente aposta da empresa: as malhas técnicas.

Nuno e Nuno Miguel Cunha e Silva

Nas instalações da ex-Malhas Eical nascia, há cerca de quatro anos, uma nova tinturaria, a Íris, fruto de um impulso empreendedor que uniu duas empresas ligadas às malhas: a NGS e a Gabritex. Logo que a NGS viu as suas valências reforçadas, não demorou muito até que a empresa começasse a jogar o seu novo trunfo nos mercados, oferecendo artigos de valor acrescentado voltados para a prática desportiva.

«Agora temos uma ferramenta muito importante nas nossas mãos, que é o tingimento e o acabamento e, então, decidimos avançar nos [têxteis] técnicos», revela o CEO Nuno Cunha e Silva. «Apresentámos, pela primeira, vez uma coleção técnica com bastantes reciclados, malhas polares, jerseys e felpas. Também fizemos alguns desenvolvimentos com drirelease. Por outro lado, já tínhamos um cliente de golfe há vários anos para quem fazíamos determinados produtos e, agora, decidimos alargar», explica, exemplificando com as malhas com propriedades de gestão de humidade, respiráveis, antibacterianas, com proteção UV e termorreguladoras, que mostrou primeiramente em Munique, na Ispo, e agora na Première Vision Fabrics.

«São duas feiras completamente diferentes», afirma, por seu lado, Nuno Miguel, a segunda geração Cunha e Silva no negócio têxtil. «A Première Vision é muito mais virada para a moda e a Ispo mais para a tecnologia e desporto. Na PV estamos mais fortes, enquanto na Ispo ainda estamos a começar, foi a primeira participação. O público conhece-nos aqui, já temos a casa feita. Na Ispo fomos em busca de novos mercados», explica.

No final de 2017, a NGS mudou-se para a ex-Malhas Eical, ocupando 3 mil metros quadrados de uma área total de 12 mil metros quadrados. «Agora dispomos de um grande showroom que permite receber vários clientes ao mesmo tempo. E é engraçado que quando os clientes vinham às antigas instalações, passavam lá uma hora, faziam o seu serviço e iam embora. Agora passam lá o dia», conta o CEO, adiantando que a mudança implicou um investimento total de um milhão de euros e que, na nova “casa” da NGS Malhas, pode até contemplar-se uma instalação artística, assinada pelo artista plástico Jorge Curval. «O têxtil é uma arte, também», admite.

Os clientes da NGS estão dispersos por países como França, Itália e Inglaterra, os três melhores mercados de exportação da especialista em malhas. «Atualmente, temos 35% de exportação direta. Mas diria que, direta e indiretamente, exportamos praticamente 100% da nossa produção», reconhece Nuno Cunha e Silva.

Fundada em 1998 e permanecendo fiel a um modelo de negócio baseado na entrega rápida e no desenvolvimento de coleções, a NGS emprega aproximadamente 20 pessoas e registou, no último exercício fiscal, um volume de negócios de 10 milhões de euros.