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A União Europeia critica as tarifas egípcias

A União europeia começou a protestar contra as taxas proibitivas aplicadas pelo Egipto no vestuário importado desde 1 de Janeiro. O governo do Cairo deverá ainda liberalizar o comércio de forma a atrair investimento estrangeiro, adiantou a delegação da União Europeia no Egipto. A União Europeia está a confirmar a legitimidade das tarifas, afirmou a delegação à Reuters a semana passada. As tarifas foram impostas para proteger as indústrias internas do têxtil e vestuário. Mas, foram fortemente contestadas pelos retalhistas egípcios e também pelos cidadãos que foram proibidos de comprar vestuário quando visitavam países estrangeiros. O valor das tarifas não depende do nível de preços. As tarifas chegam a atingir os 249,89 euros nos fatos de lã para homem e 349,61 euros em fatos de mulher, etc. A União Europeia e o Egipto acabaram de assinar um “acordo de associação” planeando estabelecer uma área de livre comércio nos próximos 12 anos. O acordo ainda tem que ser ratificado pelo Egipto e pelos 15 países membros da UE. Para além disso, os dois parceiros renovaram o Memorando de Entendimento (MoU) sobre a comércio de têxteis e vestuário. Processo de privatização A indústria têxtil egípcia tem falta de investimento estrangeiro, principalmente devido aos atrasos na privatização de grandes produtores. Cerca de 27 empresas detidas pelo Estado podem ser vendidas no futuro. As suas perdas chegaram a tingir na totalidade 373,68 milhões de euros em 2001. A dívida total excede agora os 498,62 milhões de euros. A União Europeia acredita que o Egipto deve acelerar a privatização para atrair mais investimento. Enfraquecido pela queda no turismo, o governo egípcio aceitou desvalorizar por duas vezes a moeda no ano passado. Uma atitude que poderá levar a um aumento nas exportações. As autoridades estão também a planear incentivos específicos. Por exemplo, o imposto de venda será reembolsado à empresas que exportarem pelo menos 51% da sua produção. Para além disso, o governo pretende promover o vestuário que for fabricado com algodão egípcio. A produção de algodão do Egipto, que pode ser considerado o melhor algodão produzido mundialmente, está a aumentar substancialmente. De acordo com as últimas estimativas, a produção aumentou de 200.000 toneladas em 2000-2001 para 310.000 toneladas no corrente ano. Esta subida deve-se principalmente ao aumento das colheitas e a um melhoramento no rendimento dos agricultores.