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A vez dos tecidos

Depois da Heimtextil, em janeiro, o Ministro da Economia, António Pires de Lima, visita agora o certame parisiense a convite da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal para conhecer a oferta de fios, tecidos e vestuário das empresas nacionais presentes neste certame internacional. No total, a Première Vision Paris – que estreia nesta edição um novo conceito aglutinador para a oferta de fios, tecidos, acessórios, couro, design têxtil e confeção – acolhe 56 expositores portugueses, entre os quais 30 apoiados pela Associação Selectiva Moda (ASM), no âmbito do projeto de internacionalização From Portugal. A convite da ATP, Pires de Lima estará no certame no segundo dia do certame – que começa amanhã e termina na próxima quinta-feira, 12 de fevereiro – a visitar estas empresas nacionais, que mostram as novidades e inovações para as próximas estações aos mais de 62 mil visitantes profissionais esperados. Para a Penteadora, umas das empresas nacionais apoiada pela ASM na área Fabrics, a Première Vision Paris «é um ponto de encontro com a maioria dos nossos clientes, pois aqui deslocam-se compradores do mundo inteiro», sublinha o diretor comercial, Paolo Zantonelli. «A procura de tecidos para casacos tem aumentado significativamente e a nossa empresa é já uma referência na área. Estamos a tentar atrair um target mais novo e menos convencional, mas não descoramos o nosso core business», explica em relação à coleção para a primavera-verão 2016. A Troficolor partilha igualmente da mesma visão. «É a melhor montra para os nossos produtos e um canal privilegiado de contacto com clientes», afirma o diretor de marketing Flávio Dias. Com esta presença em Paris, a empresa, especialista em denim, pretende conseguir «um crescimento gradual mas sustentado no mercado francês, tocando ainda outros mercados, fruto da diversidade geográfica dos visitantes», aponta. Com efeito, 73% dos visitantes no certame são internacionais, permitindo o contacto com mercados tão diversos como o europeu mas também asiático, americano e do Médio Oriente. «É um evento de referência no sector têxtil e da moda, pois possui um elevado número de visitantes profissionais, a maioria internacional, o que nos permite o contacto com diferentes mercados», confirma Marta Carvalho, responsável de comunicação e marketing da Dielmar, presente no espaço dedicado à confeção, batizado agora da Manufacturing. Para atrair estes clientes, a empresa de Alcains propõe fatos em construção semi-tradicional e/ou termocolados com diferentes fittings, casacos desestruturados e/ou lavados com e sem forro, calças em diferentes tecidos e lavagens, sobretudos em pura lã e caxemira e peças de cerimónia, como fraques e smokings. A oferta portuguesa complementa-se com fios e com acessórios, nomeadamente as soluções que combinam etiquetas tecidas, hangtags, fitas e elásticos da Idepa, que pretende «encerrar o certame com pedidos efetivos de produtos que justifiquem participações e investimentos futuros», aponta a gestora de marketing da empresa, Ana Paula Pires. Até setembro passado sob a designação Première Vision Pluriel, o certame parisiense entra agora numa nova fase sob a marca umbrela Première Vision Paris, com o objetivo, segundo a organização, de «permitir que os seis eventos ganhem coerência, ao mesmo tempo que beneficiam, em conjunto, da notoriedade, imagem, força mundial e influência da marca Première Vision. Hoje o objetivo é valorizar e coordenar as diferentes profissões no centro de um evento único, homogéneo, mais coerente e mais eficiente». Em fevereiro do ano passado, o salão seis-em-um reuniu 1.772 expositores, mas a organização já anunciou a presença nesta edição de 1.793 expositores, esperando igualmente aumentar o número de visitantes (62 mil em fevereiro de 2014).