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A volta ao mundo na Texworld Paris

A multiculturalidade impera entre os 741 expositores de mais de 20 países que marcam presença no salão de tecidos sob a chancela da Messe Frankfurt France. A representar as cores nacionais no salão internacional está a 6Dias Têxteis.

«Sente-se uma boa dinâmica e otimismo. Espero que se concretizem grandes negócios», confessa o presidente da Messe Frankfurt France, Michael Scherpe, ao Portugal Têxtil. A 44ª edição da Texworld Paris, que realiza em paralelo com a Apparel Sourcing Paris e a Avantex, abriu ontem as portas sob, mais uma vez, o signo da diversidade de nações, que segundo Scherpe é «inquestionável».

Michael Scherpe

A importância da Texworld Paris é também inquestionável para Estela Silva, comercial da 6Dias Têxteis, a representante lusa no certame. «Esta é uma feira de grande renome para os tecidos, das mais importantes na Europa», assegura. «Acabamos por ter uma mais-valia: somos os únicos portugueses», acrescenta Ângela Silva, também comercial da especialista em tecidos.

Na nova coleção, para a primavera-verão 2020, a 6Dias apresenta várias novidades, depois de ter adquirido a parte de tecelagem e tinturaria de outra empresa, a Timing Textil. «Em meados de 2018, comprámos a parte de tecelagem e tinturaria. A tinturaria ainda não está a funcionar e a tecelagem ainda não está a 100%. Mas já temos novos desenvolvimentos a nível de tecelagem», revela Estela Silva, que destaca «os bordados, os forros, os oxfords e alguns jacquards. Também trouxemos os denims e o resto são as nossas coleções, os nossos básicos normais e os estampados». Para a 6Dias Têxteis, a Texworld Paris serve para «encontrar novos clientes», dando a conhecer os seus produtos e novidades, numa altura em que exporta cerca de 30% do que produz, para mercados como a França, a Inglaterra ou a Tunísia.

Ângela Silva e Estela Silva

Um salão multicultural

A China continua a liderar em número de expositores, num certame que conta igualmente com a presença da Turquia, Índia, Coreia do Sul, Taiwan, Paquistão e Indonésia. Para o presidente da Messe Frankfurt France, a China continuará a ser uma parceira importante da Europa, numa altura de tensões comerciais com os EUA. «A Europa é diferente. Há os franceses, os italianos, os alemães, os holandeses, os portugueses… são todos diferentes e isto faz da Europa um mercado de moda muito complexo e completo, integrando tudo que a moda mundial procura», afirma.

A Suzhou Yintian Textile Import&Export, uma das 418 empresas chinesas a marcar presença no salão de tecidos, contabiliza já a sua quarta participação. «Trata-se de uma feira muito boa, com muitos visitantes profissionais. Vêm aqui pessoas de todo o mundo», reconhece a comercial Betty Tian.«O nosso objetivo é fazer deste certame um ponto de encontro com atuais clientes de países como os EUA, da Rússia ou do Chile, mas também conquistar novos mercados, como o francês», explica.

Ilshin Heungsan

Também do continente asiático, a Ilshin Heungsan é uma das 72 representantes da Coreia do Sul. A empresa exporta, atualmente, cerca de 60% do que produz para os EUA. Deste modo, a estreia na Texworld Paris serve para tentar chegar à Europa. «Muitos dos nossos clientes tinham-nos falado desta feira. Pesquisámos e quisemos vir ver, para encontrar novos mercados», admite a diretora Gisoo Lee ao Portugal Têxtil.

A Texworld Paris termina quinta-feira, 14 de fevereiro, e, além de um novo circuito pensado para destacar os produtos com características mais artesanais e de valor acrescentado, o certame inclui também a Texworld Denim Paris, consagrado ao universo do denim, e um espaço dedicado às tendências para a estação quente do próximo ano. «Aqui há um encontro do melhor que se faz no mundo da moda e reunimos expositores que não estão em mais lado nenhum», conclui Michael Scherpe.