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AAC Têxteis ligada ao mundo

Numa posição entre marcas de gama alta de renome mundial, como a Carven, a Coach e a Public School, e as confeções portuguesas, a AAC Têxteis tem-se afirmado no mercado como uma intermediária de luxo.

A empresa, fundada há 33 anos, diferencia-se pela sua capacidade de desenvolvimento de produtos, com uma biblioteca de tecidos, malhas e acessórios capaz de responder a todas as necessidades dos clientes. «Trazemos para a mesa os utensílios que permitem criar. Muitas vezes o cliente tem uma ideia, sabe o que quer, mas não tem as amostras físicas. Nós vamos mostrando-lhe opções, em função das informações que ele nos vai dando, vamos oferecendo-lhe soluções», explica Paulo Pereira, que partilha a administração da empresa com Carina Cortinhas e Amélia Matos. «Não queremos substituir-nos àquilo que é a marca e o seu ADN. Ajudamos a construir um produto melhor», afirma num artigo publicado na edição de setembro do Jornal Têxtil.

A prestação dos serviços da AAC Têxteis abrange desde o desenvolvimento do produto – onde se inclui a pesquisa das matérias-primas, técnicas de confeção, bordados e estampados – até à entrega do produto final. «Dentro de portas, temos o desenvolvimento de modelagem e a confeção de protótipos – excutamos os primeiros protótipos com a presença do cliente. Ganhamos com isso três a quatro semanas e sobretudo uma grande eficiência a nível de materialização desses protótipos», revela Paulo Pereira.

A execução das peças – normalmente pequenas séries, tendo em conta que a empresa se posiciona no segmento do luxo – é realizada numa rede de 30 a 35 confeções em Portugal, com o acompanhamento do processo pelas equipas da AAC Têxteis, que emprega 35 pessoas. «Uma vez que não temos produção própria dentro de portas, não estamos limitados a um único tipo de produto», sublinha. Isso permite produzir uma coleção completa para a marca – como é o caso da Each X Other – ou responder a novos desafios, como aconteceu com a TwoThirds, uma marca com princípios sustentáveis cujas coleções são produzidas com matérias-primas orgânicas, recicladas e/ou recicláveis. «Fazemos a nossa pesquisa, quer ao nível das matérias-primas quer ao nível dos fabricantes, vamos desenvolver esse produto e, em conjunto com o cliente, vamos lançá-lo no mercado», esclarece o administrador.

Com 100% de exportação, para países diversos, da Europa à Ásia, os EUA constituem um dos principais mercados. «Creio que no final do ano estaremos já nos 25% de faturação para o mercado norte-americano», adianta Paulo Pereira.

O volume de faturação da AAC Têxteis, que rondou os 15 milhões de euros, conta ainda com o contributo dos uniformes, uma área de negócio que representa até 20% das vendas da empresa e a única cuja produção é realizada fora das fronteiras nacionais. «Também há um input da estrutura AAC. Mais uma vez desenvolvemos moldes, desenvolvemos produto, desenvolvemos técnicas de estampado, o fit das peças, as medidas das peças e depois executamos na Ásia. Não é o puro e simples colocar de uma encomenda, olhar para o lado e esperar que corra tudo bem. Mesmo aí tentamos marcar a diferença», aponta o administrador.

«No fundo, somos uma empresa de prestação de serviços que é útil à indústria portuguesa, de pequena dimensão, que precisa de parceiros para encontrar mercados e para desenvolver as suas vendas e os seus produtos, e temos uma oferta também muito útil à marca de escala global, que pretende produzir em Portugal e não sabe onde começar», resume Paulo Pereira.