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Acessórios atacam Portugal

A cadeia espanhola de acessórios Aïta parece não se deixar assustar pelos efeitos da crise económica no sector, e no mercado em geral. Numa fase em que os clientes parecem estar mais atentos a não se deixarem influenciar por tendências consumistas, a empresa familiar de origem catalã decidiu encetar a sua expansão no estrangeiro. A escolha para esta estreia recaiu sob Portugal, com a inauguração de dois pontos de venda localizados na zona Centro do país, nomeadamente em Lisboa e na Amadora. Segundo a Aïta, estas aberturas fazem parte de um plano de crescimento que está a ser levado a cabo pela empresa desde o princípio do ano. A cadeia, que conta com uma rede de 25 lojas (13 das quais são franchisadas), pretende encerrar as contas deste ano, com o mesmo número de lojas franchisadas e de estabelecimentos próprios. A empresa começou a sua actividade na área dos acessórios de moda em 2004, quando Javier Relats – irmão e filho das fundadoras – integrou a empresa como conselheiro de moda e renovou o conceito da Aïta, cuja maioria do seu capital é controlado pela família Relats e o restante está repartido por Félix Tena, presidente da Imaginarium, Finaves III e Alberto Fernández. Estes três últimos investiram cerca de 600.000 euros para poderem ser sócios da Aïta. A empresa encerrou o 2008 com um volume de negócios que rondou os três milhões de euros, registando assim um crescimento de 60% relativamente aos valores atingidos em 2007. Para o corrente ano, o grupo assegura, em comunicado, que já acumula um crescimento na ordem dos 6,14%. Com uma trajectória de dez anos, a Aïta é especializada em acessórios de moda femininos, dos quais têm sempre o cuidado de apenas comercializar duas unidades, por modelo e por cor. Os produtos da empresa abarcam desde bolsas até sapatos, passando pela bijutaria e lenços, representando um total de 1200 peças por estação, que são renovadas, nas lojas, duas vezes por semana.