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Acima das expectativas

A casa de moda alemã Hugo Boss seguiu os seus pares LVMH e Burberry com um aumento nas vendas e lucros no início de 2011, numa altura em que a procura asiática de marcas europeias de luxo parece manter-se inabalável. A Hugo Boss antecipa para 2011 um crescimento das vendas de pelo menos 12% e um lucro superior em 15%, com o crescimento a ser impulsionado pela China e pelos EUA e pela expansão da sua rede própria de lojas. As acções do grupo, conhecido pelos seus fatos, atingiram um máximo de 66,41 euros após a divulgação dos resultados, com os analistas a afirmarem que as previsões da Hugo Boss para o ano parecem agora demasiado conservadoras. As acções da Hugo Boss já duplicaram de valor no último ano e os ganhos recentes após o anúncio dos resultados são boas notícias para a Premira, a empresa de private equity que detém 72% do grupo, que já anteriormente tinha dito não ter qualquer pressa em vender as acções no grupo. À medida que o mundo recupera da recessão, os produtores de artigos de luxo, desde calçado a carteiras, passando por vinho e relógios, beneficiaram de um aumento de vendas no último ano, impulsionado pela paixão da China por marcas chiques. O LVMH e a Burberry revelaram recentemente que tiveram um bom início de ano, apesar dos receios que um terramoto no Japão pusesse um travão à procura na região. A Hugo Boss acrescentou igualmente que foi capaz de manter os preços, ao mesmo tempo que melhorou a sua margem bruta no trimestre. O que contrasta com os retalhistas no fundo da escala de preços, como a Primark e a H&M, que estão a ser forçadas a manter os preços baixos e a absorver elas próprias os custos mais altos com o algodão para manter os clientes em busca de pechinchas. A Hugo Boss também espera boas vendas nos EUA, onde a sua mensagem de qualidade e design europeu tem atraído consumidores. «Os resultados do primeiro trimestre confirmam que transportámos a nossa dinâmica de 2010 para 2011», indicou o director-executivo da Hugo Boss, Claus-Dietrich Lahrs, em comunicado. As vendas do grupo para o primeiro trimestre aumentaram 21%, para 539 milhões de euros, com o lucro bruto a aumentar 43%, para 132 milhões de euros. O lucro líquido para o primeiro trimestre aumentou 48%, para 83,5 milhões de euros. Os analistas, em média, esperavam que a Hugo Boss divulgasse vendas de 531 milhões de euros e um lucro líquido de 70,6 milhões de euros, segundo uma sondagem da Reuters.