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Adidas aponta subida para 2020

A gigante do desporto Adidas subiu as suas previsões de crescimento de vendas e lucros para os próximos quatro anos, depois de um 2016 «excecional», e revelou a próxima etapa de seu plano de negócios para 2020 – que inclui investimentos nos EUA, reestruturação do portefólio de marcas e foco na marcas Adidas e Reebok.

Os últimos resultados sob a alçada do novo CEO Kasper Rorsted viram a empresa reduzir as perdas líquidas em 77,7%, para 10 milhões de euros no quarto trimestre, face a uma perda de 44 milhões de euros no ano anterior, noticia o Just-style.

A margem bruta aumentou 1,6% para 48,8% no trimestre, como um mix de preços, produtos e canais mais favorável, além de compensar os efeitos negativos da oscilação da moeda.

A receita do grupo cresceu 12,5% no trimestre, para 4,7 mil milhões de euros, com as receitas da Reebok a escalarem 2,5% e as vendas da Adidas 17,9%, impulsionadas pelo crescimento a dois dígitos na categoria de corrida, Adidas Originals e Adidas NEO.

Enquanto isso, no quarto trimestre, as vendas combinadas das marcas Adidas e Reebok aumentarem a taxas de dois dígitos em mercados-chave como América do Norte (29%), grande China (25%), América Latina (22%) e Europa Ocidental (12%). No entanto, as receitas na Rússia e Japão foram inferiores ao nível do ano anterior, caindo 5% e 6%, respetivamente.

Em 2016, a receita líquida da Adidas subiu 59,3% para mil milhões de euros, contra 640 milhões no ano anterior. A margem bruta aumentou 0,3% para 48,6%. As vendas do grupo escalaram 14% para 19,3 mil milhões de euros, com crescimento das vendas em todas as regiões.

«2016 foi um ano excecional para a Adidas», afirmou Kasper Rorsted. «Conseguimos melhorar as nossas marcas e produtos em todo o mundo e, consequentemente, fomos capazes de aumentar as nossas receitas de forma consistente e obter uma receita líquida recorde de mais de mil milhões de euros pela primeira vez na história da nossa empresa», explicou. Rorsted acrescentou que os resultados são uma «prova positiva» de que a estratégia “Creating the New” está a dar frutos, antecipando que a Adidas vai voltar a crescer em 2017.

Com base nesta performance, a multinacional de origem alemã «aumentou significativamente» as suas previsões a longo prazo, com planos de acelerar o crescimento de vendas e lucros até 2020.

A Adidas espera agora que as vendas aumentem entre 10% e 12%, em média, por ano entre 2015 e 2020, em comparação com o anterior crescimento a um dígito. O lucro líquido das operações contínuas deverá crescer entre 20% e 22%, em média, por ano, no período de cinco anos, em comparação com a orientação anterior de 15%, em média.

Para 2017, a empresa espera que as vendas subam entre 11% e 13% em moeda neutra.

Enquanto isso, a Adidas deverá continuar a concentrar-se em «elevar significativamente a desejabilidade da marca», numa tentativa de impulsionar melhorias nas vendas e no lucro

com base em três pilares estratégicos – Velocidade, Cidades e Open Source.

Como parte de uma ofensiva de digitalização, a especialista em equipamento desportivo planeia incrementar as vendas diretas através da sua plataforma de comércio eletrónico, com as receitas dos websites da Adidas e Reebok antecipadas para os 4 mil milhões de euros em 2020, face aos mil milhões de euros em 2016. A gigante alemã planeia ainda melhorar as tecnologias digitais existentes, como a impressão 3D e métodos de produção inteligentes, como a sua inovadora Speedfactory.

A Adidas delineou também medidas para melhorar a eficiência operacional, investir «proporcionalmente» nos seus negócios nos EUA e «concentrar» o seu portefólio de marcas, concentrando-se ainda mais na marca epónima e na Reebok.

«Depois do primeiro ano completo de “Creating the New”, superámos o nosso plano original», garantiu Rorsted. «Agora vamos desenvolver iniciativas adicionais que acelerarão a execução da estratégia “Creating the New” e permitirão aumentar significativamente as metas para 2020», acrescentou.

No ano passado, a Adidas revelou um plano de ação para a Reebok que visa especialmente o mercado dos EUA até 2020.