Matt Powell, analista do sector desportivo no NPD Group, partilhou num tweet (publicação na rede social Twitter) esta terça-feira que a Adidas foi o segundo maior vendedor de calçado e vestuário desportivos nos EUA, ficando depois da Nike, que continua a ocupar o pódio, e reavendo a posição ocupada há dois anos pela Under Armour, agora empurrada para o terceiro posto.
Perder a segunda posição foi especialmente difícil para a Adidas, uma vez que a marca gera mais de 18 mil milhões de dólares (aproximadamente 16,5 mil milhões de euros) em vendas globais anuais, comparativamente aos 4 mil milhões da Under Armour no ano passado.
Embora ambas as marcas tenham uma distribuição significativa no mercado norte-americano através de retalhistas estratégicos, como a Dick’s Sporting Goods, e graças à rede de lojas próprias, a Adidas está mais enraizada, numa perspetiva histórica, na cultura sportswear americana – a Under Armour soma apenas 20 anos, enquanto a Adidas se estabeleceu em 1949.
De acordo com a Fortune, havia já vários indícios de que uma troca de posições entre as duas marcas se erguia no horizonte do mercado desportivo.
Quando a Adidas publicou os resultados trimestrais, em agosto, o seu crescimento na América do Norte superou os resultados mais recentes da Under Armour e da Nike. Grande parte dos créditos desta conquista é atribuída à intervenção de Mark King, que assumiu o papel de presidente da empresa norte-americana em junho de 2014, com o objetivo principal de sintonizar a marca com as tendências, depois de muitos anos de decisões de design e marketing centradas na Europa.
Quando King assumiu as rédeas da Adidas, explicou que a sua visão para a marca passava por privilegiar desportos como a corrida, o basquetebol e, ainda, o vestuário para o dia-a-dia. King prometeu então um crescimento de vendas a dois dígitos nos EUA, resultado que a Adidas adiou.
Quando questionado sobre a importância de voltar a ocupar a segunda posição no raking, King minimizou a performance. «Não acho que devamos pensar nisso nesses termos. Temos de ser melhores e de competir mais. Acho que se fizermos as coisas certas, certamente vamos competir num nível muito mais elevado», afirmou.
A Adidas ressurgente aumentou a pressão sobre a Under Armour, cujas ações caíram mais de 13%, depois de os executivos advertirem que o crescimento das vendas seria lento nos próximos dois anos.
Com a Adidas a recuperar uma posição ofensiva, a Under Armour está agora a jogar na defesa.






















