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Adidas revê em alta 2011

As vendas recorde de 2010 e o sentimento positivo dos consumidores, que se consolida cada vez mais, levaram a que a Adidas revisse em alta as suas previsões de crescimento para 2011. Este optimismo nem sequer foi afectado pela redução de 64% dos resultados líquidos do último trimestre de 2010, que foram prejudicados pelo aumento dos custos de venda e de marketing da empresa germânica. Tudo isto pelas perspectivas positivas trazidas pelo aumento da confiança nos mercados tradicionais da marca e pela maior penetração nos mercados emergentes. «2011 está a configurar-se como mais um grande ano para o Grupo Adidas e estamos preparados para um crescimento muito rápido», afirmou o presidente-executivo, Herbert Hainer. Os resultados líquidos da empresa, no trimestre terminado em Dezembro de 2010, foram de 7 milhões de euros. Um valor abaixo dos 19 milhões alcançados em igual período de 2009 e abaixo dos 12,5 milhões esperados pelos analistas. As vendas do trimestre atingiram os 2.930 milhões de euros, um crescimento de 19% face a 2009 e acima dos 2.750 milhões de euros previstos pelos analistas. As vendas da Adidas e da Reebok cresceram 10% e 15% respectivamente, enquanto as vendas comparáveis aumentaram 15%, descontando as variações cambiais. As vendas nos mercados europeus emergentes, descontando os efeitos das variações da moeda, subiram 22%, estimuladas pelo crescimento da divisão de retalho do grupo. As vendas nos EUA, por seu lado, cresceram 12%, descontando as flutuações cambiais, motivadas por um crescimento de 13% da Adidas e de 24% da Reebok. Na China, o mesmo indicador, registou um acréscimo de 11%, com esse crescimento a ser repartido pela divisão de distribuição e de retalho. As vendas nos outros mercados asiáticos aumentaram 7% e na América Latina chagaram aos 8%. A margem operacional do Grupo Adidas cresceu ligeiramente, 3 décimas, para os 46,5%, devido essencialmente a uma maior percentagem de negócio realizado nas suas lojas próprias e na redução do peso dos artigos vendidos em saldo. No ano de 2010, as vendas totais atingiram os 12 mil milhões de euros, enquanto a margem operacional subiu para os 894 milhões. «Todas as nossas marcas conquistaram os seus clientes numa economia mundial em recuperação», concluiu Hainer. Apesar dos diversos aspectos positivos nos indicadores fundamentais, a Adidas, assim como os seus concorrentes, vê no aumento das matérias-primas o seu maior foco de preocupação. A alta destes factores de produção irá fazer com que as margens da empresa se mantenham iguais durante 2011. O grupo alemão anunciou, em face destes resultados, que reviu em alta as suas previsões de crescimento para 2011.