Início Arquivo

Adidas revitaliza Reebok

Com as vendas da Reebok a caírem 7% no primeiro trimestre e vendas anuais previstas abaixo dos 1,96 mil milhões de euros registados em 2011, o desempenho da marca contrasta com o resto do grupo Adidas, o qual espera que as vendas globais subam quase 10% em 2012. «Queremos aumentar as vendas da Reebok em 2013. Qualquer outro resultado será uma deceção», referiu Herbert Hainer, CEO do grupo internacional de sportswear, o segundo maior depois da Nike. Em conjunto com a perda do contrato na NFL (National Football League), a corrida às suas sapatilhas tonificantes EasyTone esmoreceu na medida em que o mercado foi inundado com produtos concorrentes e as autoridades norte-americanas questionaram os efetivos benefícios para a saúde. O CEO da Adidas disse que não quer que a Reebok seja vista como uma marca só para mulheres e a aliança com o Crossfit (um regime de fitness desenvolvido pelo exército), que está a colher enorme popularidade nos EUA, juntamente com produtos mais clássicos, deverá ajudar a recuperar algum brilho. Hainer acrescentou que o grupo deverá estar em posição de fazer uma atualização sobre o caso de fraude na Índia, que estima custará quase 200 milhões de euros, quando divulgar os resultados trimestrais em Agosto. Por enquanto, o CEO está confiante que o setor de equipamento desportivo continue protegido contra as dificuldades económicas que varrem a Europa, referindo que os seus produtos ainda estavam a vender bem em países endividados como a Espanha. «Os nossos produtos não são tão caros que as pessoas não possam pagar e as crianças parecem ter sempre dinheiro para iPhones ou camisolas de futebol, ou ambos», afirmou. As declarações de Herbert Hainer surgiram após a Adidas aumentar a sua previsão para as vendas de futebol este ano, impulsionadas pelo Euro 2012, que decorreu na Polónia e na Ucrânia (ver Adidas imparável). «Resumindo, estou muito feliz com o negócio em 2012 e esperamos cumprir as metas do nosso grupo», indicou o CEO. Refira-se que a Adidas divulgou recentemente a intenção de impedir que os distribuidores vendam os seus produtos através do eBay ou da Amazon.