Início Notícias Marcas

Adidas tem o fator cool

Na contagem decrescente para a chegada do novo ano, poucas marcas se terão destacado tanto em 2016 como as que dominaram a moda. Nomes como Gucci e Vetements apresentaram os produtos mais cobiçados e não perderam o ritmo nos 12 meses. Mas não foram as únicas, a desportiva Adidas soube acompanhar.

A Gucci e a Vetements mereceram destaque. Porém, a estratégia da Adidas foi a mais elogiada pelos analistas. A número 2 no seu segmento não é considerada uma marca de moda, mas numa altura em que o desporto e o estilo se tornaram inseparáveis e o streetwear se fundiu com a alta moda, em 2016, a Adidas conseguiu estar em toda parte.

As propostas clássicas revitalizadas, como as sapatilhas Stan Smith e, especialmente as Superstar, ajudaram a orientar a marca em direção a modelos mais casuais e a Adidas dominou o mercado desportivo. No ano passado, a marca alemã vendeu 15 milhões de pares do modelo Superstar e, este ano, o momentum continuou, deixando a empresa recuperar o segundo posto à Under Armour no mercado do calçado e vestuário desportivo nos EUA (ver Adidas recupera o segundo lugar). Segundo os analistas, a Adidas beneficiou ainda do sucesso do athleisure, que continuou a garantir a popularidade ao vestuário que funde desporto e moda.

A Adidas esteve também por trás de alguns dos modelos de maior sucesso de 2016. Os consumidores ficaram novamente em êxtase com a linha Yeezy, produzida em parceria com Kanye West, mas o novo estilo, o NMD, foi igualmente feliz. Estes dois modelos foram, de resto, os mais procurados na última edição da Sneaker Con, o evento da especialidade apresentado como a “a maior mostra de sapatilhas na terra”. Ao longo de 2016, a Adidas dominou, também, graças a colaborações com a empresa “madrinha” do streetwear, A Bathing Ape, e com a marca de skatewear Palace, bem como com os designers Raf Simons e Rick Owens.

Durante os primeiros nove meses de 2016, as vendas cresceram 17,5%, apesar do encerramento de importantes cadeias desportivas, como a Sports Authority. A par disso e pela primeira vez em anos, a Adidas está a recuperar quota de mercado nos EUA (ver Adidas: novo CEO, nova estratégia).

A inovação também não faltou. A marca abriu uma nova loja experimental em Nova Iorque (ver Duelo de gigantes), estreou um par de sapatilhas produzido a partir de seda de aranha sintética (ver Aranha tece inovação na Adidas) e vendeu os primeiros pares impressos em 3D.

A Adidas pode não ser uma marca de moda, mas desempenhou um importante papel na definição daquilo que as pessoas vestiram e calçaram este ano e, sobretudo, daquilo que é ser uma marca cool.