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Adifafe investe na internacionalização

A produtora de acessórios têxteis está, uma década depois, a reforçar a sua aposta nas vendas além-fronteiras. O objetivo da Adifafe, que se destaca por dominar todas as etapas de produção de fechos de correr, é aumentar a quota de exportação, atualmente nos 20%, e mais do que duplicar a faturação até 2025.

Joaquim Silva

Fundada em 2008, a especialista em fechos começou a olhar para os mercados externos com mais atenção recentemente, depois de consolidar uma carteira de clientes aquém-fronteiras que ultrapassa os 4.000. «Em Portugal trabalhamos quase com toda a gente», afirma Joaquim Silva, CEO da Adifafe. «Á medida que as empresas crescem, apercebemo-nos que o nosso país começa a ser mais pequenino. Quando temos uma produção de 10 e um mercado para 100, vemos o nosso país grande. Mas quando temos uma produção de 100 e um mercado que começa só a ter um consumo de 80, começamos a sentir que o país é pequenino e que a nossa empresa já tem uma dimensão bastante forte», explica ao Portugal Têxtil.

Foi esta perceção que levou a Adifafe a dar passos maiores na exportação, que neste momento representa cerca de 20% do volume de negócios, incluindo a presença em feiras, num périplo que teve início na Maroc in Mode no passado mês de outubro. «Começámos por Marrocos para ganharmos experiência. É uma feira que não exige muito à partida. Uma feira europeia exige mais», admite o CEO, que quer prosseguir o périplo por outros mercados. «O nosso objetivo é internacionalizar a Adifafe ao máximo, porque o mundo assim o exige», reconhece.

Em 2018, a produtora de acessórios têxteis, que emprega 30 pessoas, trabalha 24 horas por dia e tem armazéns em Guimarães e no Porto, atingiu os 2 milhões de euros de volume de negócios, estando presente «diretamente em Marrocos, Espanha, França e Alemanha. Mas temos contactos com muitos países», revela Joaquim Silva.

Rumo ao norte

Para dar resposta aos pedidos, além do stock que permite ter uma solução praticamente imediata, a Adifafe, que na sua oferta inclui fechos de correr – abarcando todo o processo como as fitas, a aplicação do metal e os acabamentos – mas também linhas e passamanarias, investiu recentemente cerca de 1,3 milhões de euros, num projeto em parte financiado pelo Compete.

«Foi essencialmente um investimento em alta tecnologia», assegura o CEO. «O mercado exige muita rapidez, além da qualidade», aponta. «Todos os sectores precisam constantemente de ser atualizados e renovados, estão sempre a aparecer coisas novas. Se temos uma máquina que produz 10 e aparece uma que produz 15, temos de comprar essa máquina», garante.

O investimento, que começa agora a dar frutos, deverá permitir à empresa mais do que duplicar o seu volume de faturação no curto prazo. «O objetivo é parar na casa dos 5 milhões de euros» em 2025, em que mais de metade deverá ser realizado nos mercados externos. «A tendência vai ser baixar a nível nacional e a exportação a aumentar», indica.

Além dos mercados onde está atualmente presente, a Adifafe deverá expandir-se para a Europa do Norte. «Temos pensado bastante nos países nórdicos. Não é um mercado de muitas quantidades, mas um mercado que quer qualidade, valor e paga bem», considera Joaquim Silva.

Outra meta da empresa passa pelas certificações, com o GOTS – Global Organic Textile Standard e o GRS – Global Recycle Standard em curso. «Faz tudo parte de estar na linha da frente», sublinha o CEO da Adifafe.