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Adolescentes ganham peso no mercado dos Estados Unidos

Na sequência do estudo “Geração Y”, efectuado recentemente pela corretora bolsistaBear Sterns no mercado dos Estados Unidos, a analista financeira Dana Telsey considera que “a geração dos 8-25 anos possui um potencial de consumo muito interessante”.

 

De acordo com as conclusões deste estudo, que em 110 páginas analisa os pontos fortes e fracos de 15 cadeias de têxteis e vestuário nos Estados Unidos, esta geração de adolescentes constitui uma “mina de ouro” para os responsáveis de marketing e vendas das grandes marcas e fabricantes da área do vestuário.

 

A chamada “Geração Y” representa nos Estados Unidos 73 milhões de raparigas e rapazes, uma força demográfica só superada pelos 75 milhões de “baby boomers” nascidos no período pós-II Guerra Mundial.

 

Estes jovens revelam-se, para os autores do estudo em questão como “consumidores tenazes”, cujo ritmo de compras não abrandou, mesmo depois dos acontecimentos do 11 de Setembro, revelando-se como verdadeiramente “obcecados pela moda e viciados em compras”.

 

Como exemplo, em 2001, as compras efectuadas pelos adolescentes norte-americanos em lojas da especialidade representaram 1% das vendas totais do mercado do vestuário.

 

Além disso, o poder de compra dos membros da “Geração Y” tem vindo sempre a crescer, aumentando 61% desde 1995 e atingindo os 140 mil milhões de euros.

 

Em 2002, cada adolescente americano gastou, em média, 69,60 euros por semana, em vestuário, tendo esse valor crescido para os 70,40 euros, no ano passado.

 

No que se refere às marcas preferidas pelos jovens desta faixa etária nos Estados Unidos, destacam-se diversas marcas de vestuário e retalhistas deste sector, como aNike,American Eagle,Adidas eOld Navy.

 

Ainda segundo as previsões do estudo daBear Sterns, quatro das empresas deste sector actualmente cotadas na bolsa de Nova Iorque vão sair, até 2008, pois por muito elevado que seja o dispêndio em roupa por parte dos adolescentes americanos, não haverá espaço – nem mercado – para as mais de 10.000 lojas existentes em centros comerciais naquele país.