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Albano Morgado ganha mundo

Ainda com grande parte das vendas concentradas em Portugal, a Albano Morgado aumentou a quota de exportação de 20% para 55% em apenas oito anos. Os EUA e o Japão são a grande aposta para 2016 da produtora portuguesa de tecidos.

A Europa do Norte foi o primeiro destino da Albano Morgado quando, nos anos 90, a especialista em lanifícios decidiu enveredar pela internacionalização e ainda hoje se mantém como principal recetáculo dos tecidos que saem dos teares da empresa de Castanheira de Pera. Mas a evolução do mercado está a levar a produtora têxtil quase nonagenária – celebra 90 anos em 2017 – a seguir novas rotas.

«Mercados que foram importantes para a Albano Morgado no passado revelam-se difíceis, por causa de contingências políticas e internas, como é o caso da Rússia e da Turquia. Por isso, estamos a apostar essencialmente no Japão e nos EUA, mas com a consciência que em todos os mercados, e estes não são exceção, é preciso um percurso longo que estamos apenas a iniciar», explicou Albano José Morgado ao Jornal Têxtil (edição de março de 2016).

O administrador – que orgulhosamente é a terceira geração à frente dos destinos da empresa – acredita especialmente no potencial do Japão. «A Albano Morgado tem uma vantagem que é ser vertical e controlar todo o processo produtivo desde a lã até ao tecido. Fazemos a fiação, a tecelagem, a ultimação e a tinturaria, portanto, temos um controlo total da produção. Além da vantagem da qualidade, temos o rigor em termos de cumprimento de prazos de entrega e flexibilidade e até em termos de oferta», destacou. Já os EUA, acredita, «poderá será mais fácil em termos de crescimento e em termos de volume».

Dois mercados opostos – geográfica e culturalmente – mas que a empresa pode servir igualmente bem. «Tanto temos o tradicional, como temos o produto moda, sportswear, para senhora e para homem. E aquilo que não temos, somos nós que temos de nos adaptar. Costumo dizer: tudo aquilo que podemos tecer, tecemos», afirmou o administrador.

Prova disso é a que a empresa, que emprega 80 pessoas e em 2015 teve o seu melhor ano, com um volume de negócios de 4,8 milhões de euros (+6%), está constantemente a apresentar novidades, incluindo por exemplo, na coleção para a primavera/verão 2017, misturas linho/seda e algodão/seda. «Foi a primeira vez que apresentámos tecidos com uma componente significativa de seda», revelou Albano José Morgado.