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Alda Têxteis ganha mundo

Atingir uma quota de exportação de 100% está entre as metas da Alda Têxteis para o futuro. Para já, a empresa, especialista em têxteis-lar em malha jersey, vende para cerca de 15 mercados, tem os EUA na linha de mira e uma estratégia que passa ainda pelo desenvolvimento do canal online e da marca própria Terre de Cotton.

«Esta empresa sempre teve vocação exportadora», afirmou Manuel Barroso, administrador da empresa, ao Jornal Têxtil, num artigo publicado na edição de janeiro de 2017. Atualmente, o mercado nacional representa apenas cerca de 4% da faturação da Alda Têxteis, com a grande maioria da produção da empresa a chegar à Europa e a uma panóplia de outros mercados. «O mercado alemão já se equipara ao francês, que antigamente tinha uma preponderância muito acentuada. Depois temos o mercado holandês, belga e inglês. Fora da Europa temos o Canadá, México, Japão, Israel e o Chile», revelou o filho Carlos Barroso, também envolvido no negócio. Os EUA devem, em breve, juntar-se à lista. «Temos alguns contactos com o mercado americano mas, como é apanágio desta empresa, gostamos de dar passos sólidos e estamos a procurar a melhor parceria nos EUA, para que seja um negócio continuado», acrescentou.

Em 2016, a Alda Têxteis, que emprega 40 pessoas, registou um crescimento de 15% do volume de negócios, para cerca de 5 milhões de euros. «Há clientes que desapareceram e não nos deixaram crescer como tínhamos crescido anteriormente, mas felizmente foram aparecendo novos clientes que nos permitiram crescer agora da forma como queríamos. 2016 foi um ano bom para cimentarmos alguns negócios que já tínhamos, para deixarmos alguns menos rentáveis que também tínhamos e acima de tudo ampliar em alguns mercados. Alargámos o nosso espectro, que era europeu e agora passou a ser mundial», referiu Carlos Barroso.

Já em 2017 há novos projetos a serem implementados, nomeadamente na distribuição da marca própria Terre de Cotton, por canais físicos e digitais. «Por outro lado, temos como grande objetivo fixar alguns clientes e angariar alguns negócios que estamos neste momento a discutir. Isso fará claramente com que a empresa volte a crescer este ano na ordem dos 20%, no mínimo», apontou Carlos Barroso.

Para além dos mercados, a inovação está na linha da frente para a Alda Têxteis. «O mundo dos negócios não se compadece só com aquilo que é construído, temos sempre em mente olhar para a frente, todos os dias, pensar em coisas novas, daí rodear-me de gente nova», justificou Manuel Barroso, que vê os dois filhos – Carlos e João Barroso – como uma lufada de ar fresco. «Vimos de uma era mais digital – as novas tecnologias, a rápida informação, o rápido contacto com o exterior e, acima de tudo, desde que entrei na empresa, a primeira coisa que quis foi dotá-la de algumas valências que podiam ser necessárias para o futuro, como o website, a criação da marca própria. São tudo projetos que não são estanques, estão em pleno desenvolvimento, sempre a evoluir, sempre em etapas novas», contou Carlos Barros ao Jornal Têxtil, realçando, no entanto, que se tratou «apenas de modernizar um pouco alguns dos projetos que já estavam criados porque, no fundo, o têxtil continua a ser hoje o que era antigamente».

Manuel Barroso acredita, sobretudo, que «esta empresa tem capacidade para evoluir mais – está estruturada para poder efetivamente faturar mais, na ordem dos 50%». Uma opinião partilhada pelos filhos. «Olhando a médio/longo prazo, o objetivo é sempre crescer», afirmou João Barroso. Para 2017, contudo, o objetivo é a consolidação. «Esperamos que seja um ano de cimentação de resultados, fixação de clientes e possibilidades de negócio», resumiu Carlos Barroso.