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Alemanha importa mais

As vendas a retalho na maior economia europeia caíram inesperadamente durante o mês de Novembro. Um sinal de que o consumo das famílias alemãs ainda não recuperou completamente. Apesar deste pequeno deslize no consumo, as importações alemãs atingiram um valor recorde a indiciar a melhoria do clima de negócios vivido na maior economia alemã. O gabinete de estatística alemão anunciou que as vendas a retalho recuaram 2,4% em Novembro relativamente ao mês anterior. A variação de Outubro tinha sido de mais 0,1% face ao mês de Setembro. Os dados, dos quais se excluem as vendas de automóveis e são o conjunto dos dados recolhidos em cada um dos sete estados germânicos, não são definitivos e podem sofrer um ligeiro incremento. Os resultados agora divulgados apanharam de surpresa os analistas que esperavam um crescimento de 0,8 pontos percentuais nas vendas a retalho durante o mês de Novembro. Apesar da queda registada de Outubro para Novembro, as vendas a retalho subiram 2% face ao período homólogo de 2009. Um sinal que, conjugado com o aumento das importações, confirma o excelente aumento das exportações alemãs que estão a contagiar lentamente o consumo interno na sua economia. «O consumo privado ainda está a atravessar um momento difícil e a demorar a levantar definitivamente. No entanto, é muito cedo para desistir dos consumidores alemães», referiu Carsten Brzeski, economista no ING Bank. «O registo de automóveis novos em Dezembro foi muito forte e a época de compras natalícias poderá vir a contrariar esta queda», acrescentou. Do lado das importações, a subida de 4,1% registada em Novembro, elevou o valor total do mês para entrada de bens e serviços no valor de 75.100 milhões de euros. Um crescimento que, em termos homólogos, foi ainda mais impressionante: 33,3%. Este aumento de um terço das importações germânicas beneficiou os seus principais fornecedores, onde se inclui a Indústria Têxtil e do Vestuário portuguesa. Quando em países como em Portugal “crise” ainda é a palavra mais lida e ouvida sempre que o assunto é Economia ou Negócios, o nosso segundo principal cliente em termos de exportações atingiu o maior volume de importações de sempre.