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Alexandra Moura cá e lá

Dividida entre Lisboa e resto do mundo, Alexandra Moura tem partido à descoberta de mais mercados e novos públicos, expandindo para outras paragens a sua marca própria. Do Norte da Europa à Ásia, do Médio Oriente à Austrália, a designer portuguesa está a dar saltos seguros na internacionalização.

O movimento constante entre os diferentes pontos do globo traduziu-se na mais recente coleção de Alexandra Moura, batizada, precisamente “Cá e Lá”. Nos últimos anos, a designer assumiu o seu lado de descobridora, tal como os nossos antepassados, e lançou-se à conquista de novos continentes.

«Apesar de não nos estarmos a meter por caminhos totalmente desconhecidos, porque sabemos onde gostaríamos de estar, estamos a fazer isso mesmo, a tentar chegar mais longe, a mais mercados, a mais públicos. Esse acaba por ser o espírito de descobridora que, de alguma forma, esta coleção tentou passar», revelou ao Jornal Têxtil, num artigo publicado na edição de abril (ver O negócio da moda).

A presença regular em Londres e Paris, com showrooms, são portos de escala obrigatória para Alexandra Moura chegar aos seus mercados. Japão, Xangai, Kuwait e Barcelona fazem parte da lista em que a marca da designer conta presenças em concept stores. «Estas concept stores onde estamos no Kuwait são lojas que trabalham muito a moda conceptual e a moda de autor, onde estão designers como Yamamoto, Rick Owens e Gosha», explicou. No Japão, a marca é vendida na reputada Opening Cerimony. «Estar ali é muito gratificante, um desafio e é uma responsabilidade», afirmou.

Sem renegar o ADN da marca, esta disseminação internacional tem levado a designer a «pensar a tipologia das peças mais assertivas para aquelas lojas. Não ao nível estético, porque como trabalho muito o conceito e tento sempre ser o mais genuína possível com aquilo que estou a sentir enquanto desenho uma coleção, sou bastante livre ao nível criativo, mas obviamente que quando estamos a editar a coleção, a ver o tipo de peças que vamos realmente concretizar, surge essa preocupação para sermos assertivos», confessou.

Foto Ugo Camera

O projeto da loja própria, que inaugurou em 2012, ficou mesmo para trás para prosseguir esta senda conquistadora. «A loja era o nosso mundo aberto ao público, em que eu andava sempre à procura de outros portugueses que estivessem a fazer coisas interessantes em várias áreas. Mas percebemos que isto poderia estar a crescer e já não estávamos a ter tempo para nos dividirmos. Com a exigência do mercado, com a exigência dos próprios compradores que estávamos a atingir e ao pé das marcas que já tínhamos ao lado, não podíamos arriscar e, então, entre loja ou marca, ficou a marca», justificou.

No entanto, reconheceu Alexandra Moura, a experiência da loja em Lisboa, que tinha 95% dos clientes estrangeiros, «fez-me perceber que tinha mesmo de ir à conquista do mundo».

Além do atelier, as vendas no mercado nacional são atualmente feitas com a presença na loja Kolovrat, também no Príncipe Real, e pela scar-id store, no Porto, juntamente com as vendas online através do website Les Filles.

Antes do verão, contudo, Alexandra Moura adiantou que vai lançar o seu próprio site de comércio eletrónico.