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Alfaiates fora de moda

Os alfaiates tradicionais parecem cada vez mais uma espécie em vias de extinção.

Como exemplo dos últimos resistentes desta arte no nosso país, a Alfaiataria Maguidal, situada na Rua da Palma, em Lisboa, permanece um símbolo do ofício dos fatos por medida.

Aqui, como nos restantes alfaiates, sente-se a falta de mão-de-obra, um dos problemas que ameaça seriamente a sobrevivência deste segmento do vestuário em Portugal, até porque todos os colaboradores da casa têm já mais de 55 anos.

Com efeito, a falta de pessoal e de formação são os grandes obstáculos à proliferação dos tradicionais alfaiates, até porque a formação de um bom profissional desta área implica vários anos…

Na opinião do mestre Manuel cadete, da alfaiataria J. Gomes Santos, em Lisboa, “o fato por medida está em vias de extinção, pois o pronto-a-vestir de qualidade é mais barato e serve perfeitamente”. Ainda segundo este alfaiate, “a crise neste ramo começou a sentir-se no início dos anos 90 e de há 15 anos para cá o negócio veio sempre a decrescer, tendo muitas casas fechado e levado a pensar se é lucrativo ou não manter uma alfaiataria”.

Por seu lado, o mestre Gomes, que aprendeu esta arte com o mestre José Luís, trabalha agora na Rosa & Teixeira, onde conta com a sua própria equipa para satisfazer os gostos dos clientes mais exigentes e refinados.

Aqui, existe uma sala de atendimento ao cliente de fato por medida e um gabinete de provas, aliás uma sala oval lindíssima, onde tudo cheira a qualidade e requinte.

Apesar do aparente declínio da arte da alfaiataria, diversas marcas de vestuário conceituadas têm vindo a apostar em fatos de homem por medida, como é o caso daLabrador,Wesley eErmenegildo Zegna.