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Algodão é fibra de eleição

A generalidade dos consumidores em todo o mundo prefere o algodão como principal componente do vestuário que utilizam. Esta conclusão foi apresentada nos resultados do inquérito Global Lifestyle Monitor (GLM), realizado pelas norte-americanas Cotton Incorporated e Cotton Council International.

Trata-se da terceira edição da avaliação realizada sobre os hábitos de consumo e estilos de vida, em que consumidores de nove países foram entrevistados, nomeadamente: Brasil, China, Colômbia, Alemanha, Hong Kong, Índia, Itália, Japão e Reino Unido. Os resultados do relatório levaram em consideração as opiniões de 500 indivíduos inquiridos em cada um dos países abrangidos pelo estudo (com a excepção da Colômbia com 300 entrevistas). Os indivíduos entrevistados são do sexo feminino e masculino entre os 15 e os 54 anos, responsáveis pela aquisição do seu próprio vestuário.

Desde o último Global Lifestyle Survey, realizado em 2001, a composição das fibras registou uma subida significativa como factor chave para a aquisição de vestuário. Cerca de metade dos inquiridos considera que é importante adquirir vestuário fabricado com fibras naturais, como é o caso do algodão.

A importância do tipo de fibra que compõe o vestuário registou uma subida dos 75%, expressos nos resultados do relatório de 2001, para os 78% verificados no actual relatório. O algodão é o tecido mais popular entre os países abrangidos pelo questionário, com mais de metade (60%) dos inquiridos a referirem que preferem usar vestuário fabricado em algodão do que com outras fibras. Dois terços dos inquiridos referem ainda que preferem conhecer a composição do vestuário antes da aquisição.

Entre os países inquiridos, os consumidores da Itália, Índia e Alemanha são os que valorizam mais a composição fibrosa do vestuário. Nove em cada dez consumidores italianos e oito em cada dez indianos e alemães, referem que é importante conhecer a composição do vestuário antes da sua aquisição.

No que respeita ao binómio qualidade/preço, na generalidade dos inquiridos a qualidade continua a ser considerada como o factor de decisão mais importante para a aquisição de vestuário. Efectivamente, com o actual máximo de 96% dos inquiridos a valorizarem a qualidade em detrimento do preço, esta tornou-se significativamente mais importante ao longo dos últimos dois anos. Para além deste facto, 72% dos consumidores referem que estão dispostos a pagar mais por vestuário de melhor qualidade, reflectindo um crescimento deste indicador relativamente aos 68% registados em 1999 e aos 70% registados em 2001.

Relativamente aos custos do vestuário, os consumidores chineses são os menos interessados no preço (10%), preferindo pagar mais por vestuário de melhor qualidade (90%), o que está normalmente associado com fibras naturais, como o algodão. Contrastando com o consumidor chinês, 47% dos consumidores japoneses referem que estão dispostos a sacrificar a qualidade pelo preço.

No que diz respeito à relação moda/conforto, a maioria dos inquiridos (87%) está disposta a optar pelo conforto em detrimento da moda, um facto que não sofreu alterações desde 1999. Esta opção assume uma preponderância ainda maior em Hong Kong, onde 96% dos consumidores valorizam mais o conforto do vestuário em detrimento da moda.

Entre os inquiridos, 60% dos consumidores referem o conforto, a suavidade e a respirabilidade como as propriedades mais adequadas para o vestuário actual. Na realidade, na maior parte dos países os consumidores referem que o conforto é a principal preocupação na aquisição de vestuário. Em paralelo, 60% dos inquiridos referem que o algodão é a fibra que utilizam com maior frequência, com os residentes de Hong Kong a serem os principais utilizadores, com uma taxa de 73%, seguidos dos indianos com 65%.

Entre os inquiridos, 64% refere que evita a utilização de fibras artificiais, o que reflecte um aumento de 6 pontos percentuais nesta tendência desde 1999.

No que se refere aos hábitos de compra, 31% dos consumidores referem que «adoram» comprar vestuário, reflectindo uma subida significativa relativamente aos 25% dos consumidores que referiram este facto em 1999. Entre os países mais entusiastas pela ida às compras encontram-se a Itália, o Brasil e a Índia. Os consumidores indianos exprimem este sentimento de forma mais acentuada, com 63% dos inquiridos a afirmarem o seu gosto por comprar, cerca do dobro da média global.

Para além deste facto, o relatório refere que 24% dos consumidores em todos os países, preferem comprar o vestuário em lojas pequenas independentes. Seguidamente encontram-se as cadeias de lojas com 21% das preferências, enquanto as grandes superfícies comerciais encontram-se em terceiro lugar com 19% das preferências.

No que diz respeito à aquisição de vestuário em ganga, os colombianos são os que possuem maior número de artigos, com 14,7 peças por pessoa, entre as quais se encontram 7,5 pares de calças, enquanto os alemães são os que utilizam com maior frequência as calças e os calções de ganga (4,5 dias por semana).

Cerca de um terço dos consumidores inquiridos referiu que, relativamente ao ano anterior, planeia adquirir a mesma quantidade de vestuário de ganga nos próximos 12 meses, enquanto 41% dos colombianos, 32% dos britânicos e 31% dos brasileiros planeiam adquirir maior número de artigos de vestuário em ganga.