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Algoritmo da Amazon substitui designers

A Amazon ainda não é associada à moda de autor, mas a plataforma de comércio eletrónico pode estar a munir-se do armamento necessário para liderar quando se trata de substituir designers por algoritmos de Inteligência Artificial.

No seu núcleo, o atual objetivo de moda da Amazon passa por remover os pontos de fricção entre plataforma e cliente, encontrando o que ele procura, encomendando-o e enviando-o depois para a sua morada.

As ambições da retalhista online começaram com os livros mas, desde então, já se estenderam a quase todas as outras categorias, incluindo vestuário, noticia a Quartz.

Enquanto vai reunindo esforços para alcançar um futuro seamless na indústria da moda, a empresa tem também vindo a explorar os campos do design – sem a intervenção humana.

A MIT Technology Review adiantou há semanas que uma equipa da Amazon sediada no centro de pesquisa Amazon Lab 126, em São Francisco, desenvolveu um algoritmo que analisa imagens para “aprender” sobre estilos específicos de peças de roupa. De seguida, desenvolve itens semelhantes a partir do zero.

Design sem designers

A tecnologia ainda está nos seus estágios iniciais e não está pronta para ser colocada no mercado, mas mostra que a Amazon pode ser capaz de fazer design de moda sem designers.

Para isso, a equipa de investigadores recorre a uma técnica de Inteligência Artificial (IA) denominada Rede Adversária Generativa (GAN na sigla original), desenvolvida pelo investigador da Google Ian Goodfellow. As GAN’s são sistemas que consistem em duas redes: uma que gera novos dados depois de aprender a partir de um training set e outra que tenta discriminar entre dados verdadeiros e falsos.

O projeto da Amazon aprenderá com a criatividade passada na indústria da moda e, em certo sentido, vai replicá-la.

«Tem havido todo um movimento de empresas como a Amazon para tentar entender como a moda se desenvolve no mundo», afirmou Kavita Bala, professora da Universidade de Cornell, à MIT Technology Review. «Isso está a mudar completamente a indústria», acrescentou.

Não está inteiramente claro como a Amazon poderá vir a colocar essa tecnologia em uso. O conceito, em teoria, parece simples: durante um scroll (navegação) nas redes sociais Instagram, Facebook, Pinterest ou até no Twitter, o utilizador interessa-se por um determinado padrão ou peça de roupa que adiciona ao seu estilo pessoal e o algoritmo faz o resto.

Ou seja, poderá analisar o que as pessoas querem ou estão inclusivamente a comprar e ver onde existem lacunas no mercado e, recorrendo à tecnologia, gerar designs para as suas várias marcas próprias de moda.

O Stitch Fix, um serviço de subscrição de vestuário, está a usar a IA para esse propósito e revelou que as vendas têm sido excelentes.

No entanto, o serviço Stitch Fix, recorrer a designers humanos, que transformam as sugestões de IA numa peça de vestuário.

Em última análise, esta tecnologia de IA parece ser a evolução natural para a empresa de comércio eletrónico depois da introdução da tecnologia batizada “Style Check”, que ajuda as clientes da Amazon a fazerem escolhas de looks.

A utilizadora pode tirar duas fotografias à roupa, através da câmara controlada por voz Echo Look, e depois através de uma app receber recomendações sobre qual o look ideal.

As recomendações são feitas com base nas sugestões da equipa de especialistas em moda da Amazon e nas últimas tendências de moda (ver Amazon dá conselhos de estilo