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Aliança europeia quer recuperação “verde”

A H&M é uma das numerosas empresas que se estão a juntar aos ministros da União Europeia e associações sem fins lucrativos para apoiar uma nova aliança informal lançada pelo Parlamento Europeu, na semana passada, a pedir uma “recuperação verde” após a pandemia de Covid-19.

A chamada Green Recovery Alliance é uma iniciativa do deputado europeu francês, Pascal Canfin, que preside à comissão do ambiente e saúde pública do Parlamento Europeu, com o apoio de 12 ministros do ambiente da UE.

Pede um «novo modelo de prosperidade» com base na sustentabilidade e na proteção da biodiversidade, que vai «responder às nossas necessidades e prioridades» depois da crise.

A aliança junta 79 deputados europeus, 28 associações empresariais, sete organizações sem fins lucrativos, seis think tanks e grupos da sociedade civil, incluindo 37 CEO, como os da Ikea, H&M e Unilever.

«Depois da crise, virá o tempo de reconstruir», sublinha a carta assinada pelos 180 subscritores, entre os quais se incluem, de Portugal, o ministro do Ambiente e da Transição Energética de Portugal, João Matos Fernandes, o CEO da EDP, António Mexia, e o deputado Carlos Zorrinho.

Pascal Canfin

«Não é uma questão de criar uma nova economia a partir do zero. Já temos as ferramentas e muitas tecnologias. Nos últimos 10 anos, foi feito um enorme progresso na maior parte dos sectores de transição, desenvolvendo novas tecnologias e a cadeia de valor e reduzindo dramaticamente o custo da transição», afirma a aliança, citada pelo just-style.com.

«A vontade política existe. Já temos planos e estratégia. Projetos como o Pacto Ecológico Europeu e outros planos nacionais de desenvolvimento de carbono neutro têm um enorme potencial para construir a nossa economia e contribuir para criar um novo modelo de prosperidade», adianta.

De acordo com a Green Recovery Alliance, «consideramos que temos de preparar a Europa para o futuro e desenhar planos de recuperação, tanto a nível local, como nacional e europeu, colocando a luta contra as alterações climáticas no centro da estratégia económica. Chegou o tempo de transformar estes planos em ações e investimentos que vão mudar a vida dos cidadãos e contribuir para uma rápida recuperação das nossas economias e das nossas sociedades».

O lançamento da aliança segue-se a um apelo por parte dos ministros do ambiente da UE para que o Pacto Ecológico Europeu seja colocado no centro do plano de recuperação da UE após a pandemia.

O Pacto Ecológico Europeu, delineado em fevereiro, estabelece as diretrizes para um continente neutro em carbono até 2050. Compreende uma série de ações para apoiar a circularidade e a sustentabilidade, que irão levar a novas propostas para sectores que usam intensivamente recursos, como a construção, têxteis, eletrónica e plástico.