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Americanos compram Mexx

A gigante americana Liz Claiborne vai chegar com força à Europa depois de ter adquirido a holandesa Mexx. Paul Charron, presidente da Liz Claiborne anunciou já  a compra do grupo neerlandês Mexx por 300 milhões de euros, cerca de 60 milhões de contos . A operação será financiada pela emissão de 350 milhões de euros, cerca de 70 milhões de contos, em obrigações colocadas no Velho Continente, sendo os restantes dez milhões destinados a financiar o desenvolvimento da marca .

 

O grupo nova-iorquino, que é um dos principais gigantes do seu sector com um volume de negócios em 2000 de 661 milhões de contos, tem-se apresentado essencialmente no interior das fronteiras americanas, mas as suas vendas internacionais cobrem 100 mercados externos. Estes não ultrapassam os 7% em volume de negócios, mas com a aquisição da Mexx o grupo vai de hoje em diante converter em 17% o volume dos seus negócios fora dos Estados Unidos. O que não deixa de ser uma mudança bem-vinda, no momento em que a economia americana passa por um real abrandamento.

 

Paul Charron gaba as qualidades da Mexx, uma sociedade europeia da qual ele espera muito, «Nós não nos apoderámos de uma companhia em crise, nós comprámos uma empresa que funciona muito bem». Wall Street confirma o grande potencial de crescimento da empresa francesa.  O grupo Liz Claiborne foi criado em 1976 pela estilista com o mesmo nome, apostou na diversificação criando uma carteira de várias marcas vocacionadas para o segmento feminino, designadamente Collection, Liz-sport, Lizwear, Liz & Co. entre outros. O grupo diz-se multimarca e multicanal, com 111 lojas próprias e uma rede de lojas licenciadas e uma presença nos principais armazéns do país.  À imagem de Liz Claiborne, a Mexx  jogou tudo de uma vez em lojas próprias (204), em lojas independentes e em grandes lojas. Os holandeses vão também personalizar a sua oferta.  Paul Charron imagina facilmente, num futuro não muito longínquo a presença da Mexx nos Estados-Unidos. Por agora, contentam-se em estender a marca ao Canadá e ao Médio-Oriente, «onde começou a aflorar o seu potencial». Pretendem ainda progredir no mercado europeu. Depois de tudo, sublinha Susan Silverstein, a Mexx não conquistou na Europa mais que 1% do mercado. O grupo holandês pode fazer segundo Susan, muito melhor. A direcção de Liz Claiborne anunciou desde já a abertura de cinco lojas na Europa e diz-se particularmente interessado nos mercados alemão e francês.