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Americanos testam novos fornecedores

Confrontados com um mercado interno abatido e uma baixa nos preços, os compradores americanos de vestuário procuraram por novos países fornecedores em 2001. Os mercados fornecedores agora favorecem a África do Sul que foi o principal vencedor da competição do mercado de vestuário americano. Impulsionados pelo impacto do tratamento livre de tarifas que foi dado aos países do African Growth and Oportunity Act (AGOA), fizeram as importações de vestuário para a África do Sul aumentar 25,54% em termos de volume (equivalente a metros quadrados). As entradas de Lesoto e do Quénia aumentaram respectivamente 48,31% e 47,51% em termos de volume. Uma pequena parte do vestuário importado beneficiou da entrada livre de tarifas em 2001, principalmente devido ao atraso na implementação das novas leis americanas, mas também porque os exportadores têm de agir de acordo com vários requerimentos da administração americana. Apesar de contribuírem para 1,36% do total de entradas de vestuário em terreno americano, espera-se que os importadores do sul de África aumentem largamente nos próximos anos. A Ásia tomou quotas de mercado adicionais Importações dos países asiáticos não sofreram um aumento notório no ano passado, sobretudo devido às dificuldades económicas vividas na América, mas ainda assim tiveram uma subida. Mais importante, o vestuário asiático tomou algumas quotas de mercado americano em detrimento dos produtos do mercado mexicano e da América Central. As importações do sudeste da Ásia chegaram a aumentar 7,5% em 2001 em termos de volume, reflectindo um aumento substancial de carregamentos da Indonésia (+13,74%), do Camboja (+41,37%) ou Brunei (+24%). A Indonésia beneficiou de uma nova queda na moeda corrente, a rupia. Contudo, os carregamentos para os Estados Unidos caíram depois dos ataques de 11 de Setembro. O Camboja gozou de um aumento de 41% no volume de vendas para os EU, tendo em conta os baixos custos de produção, o contínuo aumento das quotas americanas e a baixa nos preços por unidade. Para além disso, o Camboja enfrenta agora competição por parte do Vietname. Se as vendas vietnamitas para o mercado americano desceram em 2001, espera-se agora que aumentem em 2002 graças à enorme redução das tarifas americanas, depois da recente ratificação do acordo bilateral de comércio. As importações de Burma, continuaram a aumentar nos primeiros seis meses do ano antes de sofrerem uma queda nos seis meses seguintes, como resultado do boicote às campanhas lançadas por várias organizações de direitos humanos. O aumento nas vendas foi finalmente limitado a 2% em termos de dólares, comparados com o aumento de 118% em 2000. As exportações chinesas para os Estados Unidos estavam longe de explodir em 2001. As taxas de crescimento ultrapassaram em pouco os 5% em termos de volume, subindo somente 2,30% em termos de valor, atingindo os 5.3 mil milhões de euros. Desde que os compradores americanos compram mais e mais directamente à China, as importações de Hong Kong declinaram em 2001.