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Ao compasso da moda

Os consumidores que valorizam o estilo pessoal e não estão apenas preocupados com os mais recentes gadgets tecnológicos mostram-se mais propensos a investir num smartwatch ou pulseira de fitness nos próximos meses – a moda está a intervencionar a tecnologia e a conquistar um segmento de consumidores preocupados com a estética.

De acordo com um novo estudo da International Data Corporation (IDC) realizado junto de 1.500 consumidores dos EUA que têm intenções de comprar um wearable nos próximos seis meses, 81% afirmaram prestar atenção à estética dos dispositivos; 77% revelaram que a forma como estes dispositivos se apresentam é de extrema importância e 63% responderam que o tipo de acessórios e joias que usam também transmitem uma mensagem aos outros sobre si.

Os resultados suportam a noção de que, embora o interesse e a compra de wearables estejam em crescendo, algo que é usado em vez de transportado precisa de ser mais pessoal e mais desejável se procura apelar a outros utilizadores mais do que àqueles obcecados por tecnologia ou aqueles comprometidos com estilos de vida saudáveis.

«As pessoas estão entusiasmadas com os wearables, mas têm hesitado em realmente comprar um dispositivo. Isto quer dizer que as empresas ainda não decifraram o código para apresentarem algo que é ao mesmo tempo funcional e elegante», afirmou Allan Fromen, vice-presidente e consultor da Global Buyer Behavior Practice da IDC, à agência AFP. Com a apresentação do smartwatch da Hermès, a Apple está já à procura de uma resposta para a necessidade de a tecnologia acompanhar as tendências de moda.

Quando questionados, 52% dos entrevistados apontaram a Apple como marca favorita no território dos smartwatches. A Fitbit surge como eleita para pulseiras de fitness (36%) e, tal como a Apple, que se começa a focar na moda, a nova gama de wearables Alta da marca propõe pulseiras coloridas e texturizadas e inclui já uma parceria com a Public School (ver O bom aluno). Não obstante, a capacidade da linha Alta em mostrar notificações nos smartphones apresenta-se igualmente importante para os inquiridos.

Mais de três quartos dos entrevistados disseram que a primeira atividade que fazem ao acordar é verificar as notificações nos smartphones, 87% têm um perfil no Facebook e 29% referiram que acedem à rede pelo menos uma vez por hora.

«Ainda estamos na fase inicial do mercado wearables», resumiu Ramon Llamas, diretor de pesquisa na equipa Wearables da IDC, mostrando-se, todavia, expectante para assistir à interação de empresas «tecnológicas e não tecnológicas no desenvolvimento de novas aplicações».