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Apertex de olho na África do Sul

Os quase 100 anos de atividade da produtora de têxteis-lar já a levaram a conhecer diversas partes do globo, desde os EUA e Brasil à China. O crescimento de 30% da faturação em 2019 incentiva a Apertex a continuar a explorar novos mercados, começando agora pela África do Sul.

Fernando Pereira

A marca própria da empresa António Pereira contabiliza 70% das vendas e é, atualmente, o maior representante do seu know-how no mundo. Com uma quota de exportação de 98%, a Apertex está distribuída um pouco por todo o globo, onde se destacam os EUA, América do Sul e Ásia. «Cada vez mais, o cliente quer trabalhar com a marca Apertex. Cada vez mais estamos inseridos nas grandes marcas, porque a Apertex também trabalha para as grandes marcas mundiais de roupa de cama», afirma Fernando Pereira.

No último ano, o crescimento registado «em todos os mercados» potenciou uma subida de cerca 30% do volume de negócios, para 4 milhões de euros. «Foi um ano bom», reconhece o CEO. «Foi um ano muito difícil para os têxteis em Portugal, mas a Apertex conseguiu crescer bastante», admite ao Portugal Têxtil. Na sua perspetiva, o desempenho da indústria têxtil portuguesa em 2019 foi pressionado por uma quebra das compras do grupo Inditex no território nacional e pelo forte crescimento da concorrência da Turquia. «Com as dificuldades que enfrentamos, até conseguimos superar muito bem o ano», assume Fernando Pereira.

Depois de acrescentar a China e o Brasil ao seu portefólio de mercados, a Apertex aponta agora a mira à África do Sul. «Estamos sempre com os olhos postos a tudo o que possamos abrir», garante.

Uma empresa com ideias próprias

Com uma capacidade produtiva que ronda os 60 a 70 mil metros mensais, a empresa produz maioritariamente roupa para a cama, nomeadamente colchas, almofadas, sacos de cama e lençóis, aplicando a técnica do stonewash a 97% dos seus produtos. Este ano, a Apertex realça os materiais mais naturais, os linhos e as cores sóbrias. O CEO explica que, apesar de saber que «há moda na roupa de cama», a empresa procura responder àquilo que «um cliente pede em específico, no que toca à cor ou ao desenho. Vamos ao encontro do ele quer».

Um efetivo de 42 trabalhadores alimenta os processos de tecelagem, corte, revista, confeção e embalamento, subcontratando apenas a tinturaria. Este ano, a empresa tem previsto um investimento de 2,5 milhões e euros em máquinas e instalações, onde se inclui a compra de novos teares e o aumento da área coberta.

Para o corrente ano, o CEO antecipa manter a tendência de crescimento do volume de negócios registada em 2019, apontando para um aumento na ordem de 10% a 15%. «A Apertex tem uma linha própria de fazer as coisas», assegura Fernando Pereira. «Não andamos atrás do que os outros fazem», sublinha. Deste modo, a estratégia da empresa envolverá «uma contínua aposta na diferenciação, respondendo à procura específica dos seus clientes, sem se deixar influenciar pelas tendências», conclui o CEO.