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Apertex faz a cama em 50 países

Quase a fazer 90 anos – efeméride que celebrará em 2018 –, a Apertex tem na união da família a base do seu sucesso. A terceira geração apostou na internacionalização e desde 1994 que a empresa leva as suas colchas de elevada qualidade a clientes em mais de 50 países.

Fundada em 1928, a Apertex tem atualmente a terceira geração à frente dos seus destinos, com responsabilidades divididas entre os seis netos do fundador António Pereira. «Estamos todos na empresa e todos a dar-nos bem. Só assim é que temos êxito», explica o CEO Fernando Pereira num artigo publicado ao Jornal Têxtil (edição de março 2017).

Com uma produção de colchas que ronda as 400 mil unidades por ano, a Apertex conta com mais de 50 mercados de exportação, enviando praticamente todas as suas colchas (97%) para fora das fronteiras nacionais. «Trabalhamos o mercado europeu e, neste momento, o mercado americano. Temos também o mercado asiático, desde o Japão à Coreia, que é um mercado difícil mas que me dá muito gozo, e toda a América Latina – sempre de gama alta», revela Fernando Pereira.

A internacionalização começou precisamente com esta nova geração a dar os primeiros passos, corria o ano de 1994. «Eu, que andava mais por fora, comecei a ver que tínhamos de dar um salto maior, se queríamos continuar a crescer, porque uma empresa muitas vezes quando pensa que já está bem, decresce», conta o CEO. «O mercado mudou muito. Cada vez temos de ser mais agressivos», afirma.

«A nível de colchas estamos no segmento mais alto que pode haver e com produtos a que, por vezes, só com investimentos muito elevados a nível de maquinaria conseguimos chegar», admite Fernando Pereira. «É isso que a Apertex tem feito ao longo destes últimos três anos, passámos a ter maquinaria que outras empresas não têm. Claro que vão tê-la, mas nós fomos pioneiros», acrescenta. No ano passado, a Apertex investiu mais de um milhão de euros em maquinaria, entre a renovação e a aquisição de novos equipamentos para aumentar a produção. «Mas este aumento foi derivado ao segmento alto em que nos implantámos. Isso faz com que se tenha outro tipo de clientes», reconhece Fernando Pereira.

Os desenhos são realizados dentro da empresa, onde trabalham 35 pessoas, o mesmo acontecendo com a tecelagem. Já a confeção, embora a Apertex tenha uma pequena unidade para desenvolvimento e amostras, é efetuada, maioritariamente, junto de parceiros externos, com o volume de produção anual a rondar as 400 mil unidades.

O serviço, contudo, é a grande mais-valia da empresa, garante o CEO. «O trunfo n.º 1 é o serviço. É o design e é a qualidade. O cliente tem um atendimento VIP e a qualidade é porque não queremos ser mais um. Temos clientes com 30 anos de casa, é por isso que temos primado e é por isso que a empresa vai continuar a crescer», aponta. «Temos de ver que uma colcha vai para uma cama. Há intimidade para onde a peça vai, por isso a peça, quando vai para lá, tem de ir com carinho», sublinha.

Em 2016, a Apertex cresceu 120%, para um volume de negócios de 2,5 milhões de euros, e antevê a continuação dos bons resultados este ano, aproveitando também a boa reputação dos têxteis-lar portugueses. «Estamos a falar de grandes marcas mundiais que utilizam o produto “made in Portugal” e depois colocam a etiqueta da marca, porque no fundo um produto italiano é fabricado em Portugal», destaca Fernando Pereira, que encara «bem» os próximos 12 meses. «Sou otimista por natureza», confessa ao Jornal Têxtil.