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Apparel Sourcing anuncia recorde

Quirguistão, Camboja, México e Myanmar são as nacionalidades que vão estar representadas, pela primeira vez, na Apparel Sourcing Paris, contribuindo para o aumento de 10% do número de expositores do certame, que vai reunir centenas de expositores de 18 a 21 de setembro.

No total, serão 600 as empresas presentes no centro de exposições Paris, Le Bourget, com empresas provenientes dos quatro cantos do mundo, da Europa à Ásia e América Latina.

«Nesta 13.ª edição, a Apparel Sourcing Paris está a expandir a sua oferta com produtos de quatro novos países (Quirguistão, Camboja, México e Myanmar) e através da área TexworldDenim está empenhada em fazer uma nova abordagem ao crescente interesse pelo segmento do denim. Escusado será dizer que há também inúmeros pavilhões nacionais», afirma, em comunicado, Michael Scherpe, presidente da Messe Frankfurt France.

Sri Lanka, Bangladesh, Vietname e, pela primeira vez, Nepal, com 10 empresas, são alguns dos pavilhões nacionais em destaque em Paris.

Debutantes em força

Quanto às estreias absolutas, o Quirguistão mostrará as capacidades de 12 produtores de vestuário, numa iniciativa da consultora Deloitte, que gere o projeto do governo americano USAID BGI, no valor de 20 milhões de dólares. Pronto-a-vestir de senhora, outerwear, alfaiataria e malhas especiais são algumas das especialidades do país em exibição.

No caso do Camboja, estarão presentes oito produtores, cujo trabalho será revelado ainda na passerelle, durante um desfile especial.

Do México virão duas empresas: a Giga Fitness, especialista em sportswear e swimwear de homem e senhora; e a Covatex, que há 40 anos produz em private label e detém ainda a marca própria Copo.

Já os expositores de Myanmar estarão pela primeira vez na Apparel Sourcing Paris com o apoio da associação do sector do país – a Associação de Produtores de Vestuário de Myanmar – e da alemã AVE (a Associação de Comércio Externo do Retalho Alemão) para mostrar produtos técnicos, um dos motores de crescimento da nação. «A atratividade dos produtos de Myanmar para marcas e retalhistas internacionais aumentou, não apenas porque os custos de produção nos países vizinhos aumentaram, mas também pela excelente qualidade dos artigos», destaca, em comunicado, Daw Khine Khine Nwe, secretária-geral da Associação de Produtores de Vestuário de Myanmar. «Em 2016, as exportações de vestuário de Myanmar foram de 2,1 mil milhões de dólares e o objetivo é aumentar esse valor para 10 mil milhões de dólares até 2024, tornando-nos potencialmente num dos maiores players no sudeste asiático», acrescenta.

Matthias Händle, presidente da AVE, acredita que «Myanmar tem uma oportunidade única para se colocar no caminho da produção sustentável de vestuário desde o início. Nós, AVE, podemos oferecer o nosso conhecimento acumulado durante anos e, dessa forma, dar um contributo significativo para um desenvolvimento positivo».

Negócio no centro das preocupações

As expectativas são igualmente elevadas para a TexworldDenim, que irá reunir 80 empresas especialistas em tecidos e confeção em denim e para a exposição “Da fábrica à loja”, que pretende demonstrar que a criatividade e o sentido de moda são uma prioridade para os produtores chineses de vestuário.

Apoiada pela associação chinesa China Textiles Apparel Fair e pela câmara de comércio chinesa CCPITTEX, a exposição inclui uma experiência de realidade virtual, através da qual os visitantes podem conhecer as unidades de produção de 12 marcas de pronto-a-vestir já estabelecidas no mercado chinês, europeu, americano e japonês.

Uma outra novidade é a presença da Business Beyond Borders, que pretende ajudar as pequenas e médias empresas a realizar negócios internacionais e, dessa forma, aumentar o crescimento económico dentro e fora da Europa.

Transversal à Texworld, que se realiza em paralelo com a Apparel Sourcing Paris (ver Mil expositores enchem Texworld), esta iniciativa, financiada pela Comissão Europeia, irá organizar reuniões B2B, sessões de esclarecimento e assistência profissional durante e após a feira.

«A organização de reuniões por parte da Business Beyond Borders na feira é uma oportunidade para aumentar a taxa de exportação de têxteis e vestuário para mercados fora da UE, que atualmente se situa nos 20%», aponta Arnaldo Abruzzini, CEO da Eurochambres, a Associação Europeia das Câmaras de Comércio e Indústria que faz parte do consórcio Business Beyond Borders.