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Armani das Fardas em Portugal

Com apenas 22 anos, Olinda Reis Pereira tinha vontade de ter um negócio que se materializou no objectivo de ter uma fábrica de confecções, e criou a LRP Fardas. Dado o evoluir favorável dos negócios, passados poucos anos já estava a mudar para instalações maiores, onde se manteve neste últimos oito anos, projecto este que se põe novamente em cima da mesa, embora agora na mesma área industrial (Ourém), envolvendo os actuais 50 colaboradores, com 34 no sector da produção. Olinda Reis Pereira rapidamente percebeu que o crescimento da empresa seria mais sustentado se fosse baseado na qualidade do seu serviço e focalizado num determinado nicho de mercado, o da indumentária profissional – pretende ser o Armani das fardas -, e na resposta rápida, e não entrasse na competitividade via preço que pode envolver a estratégia de resposta das empresas neste segmento muito concorrencial. À bandeira da qualidade adicionou então a inovação, sobretudo na área de controlo de qualidade. A estas duas acrescentou ainda a da certificação, prevista para um futuro próximo, para a qual tem apostado em formação específica continua aos quadros da sua empresa. A LRP vai acertar os timings dos dois objectivos, e quando tiver a certificação, muda então de localização. A carteira de clientes – com cera de 3600 – é sobretudo nacional, onde destaca a BMW portuguesa e empresas do sector de hotelaria, e embora trabalhem com clientes franceses, a internacionalização para já não é prioritária. Relativamente à entrada massiva de artigos têxteis chineses deste o início do ano passado, Olinda Reis Pereira refere que concorda com a liberalização e com a entrada deste produtos, mas que devia ser acompanhada por um controlo de qualidade. E quanto ao futuro, sobretudo numa área tão exposta à concorrência? Relativamente ao futuro a empresária refere que se foi bem sucedida nos últimos dez anos e se pôde cometer certos erros nesse período, e ainda se manteve em actividade, certamente que com o que aprendeu com esse erros os próximos dez anos têm que ser melhores.