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Armani no rumo certo

O império da moda italiana Armani afirmou na Sexta-feira que está no rumo certo para alcançar o aumento de 20 a 25% esperado para este ano. Nos primeiros seis meses assistiu-se a um aumento de 22.5%, totalizando um lucro de cerca de 641 milhões de euros (129 milhões de contos). A Europa conduziu a Armani para um crescimento de 19%, enquanto que a área Ásia/Pacifico ficou-se por um aumento na ordem dos 13%. Na América do Norte as vendas a retalho subiram 4%, o que é positivo tendo em conta que as vendas na América não têm aumentado de ano para ano, nos meses de Junho e Julho. “O grupo está no bom caminho para alcançar um aumento de 20 a 25% de lucro previsto para 2001… mesmo tendo em conta o abrandamento económico pelo qual os Estados Unidos e alguns países da Ásia estão a passar”, afirma Armani. Algumas empresas de artigos de luxo parecem lidar melhor com este abrandamento económico do que outras, tais como a Pinault Printemps Redoute, que reportou um aumento das receitas de 10,5% nos primeiros seis meses e um crescimento nas vendas de 19,6%. Alguns grupos mais pequenos, como a italiana Bulgari, tiveram um aumento dos lucros de 32% no primeiro semestre. A marca Armani, que deixou de actuar unicamente no mercado de vestuário e passou também a centrar-se nos perfumes e mobiliário, afirmou que irá continuar a investir à escala do ano anterior. Numa entrevista a um jornal italiano, Corriere della Sera, o chefe executivo e co-fundador do grupo, Giorgio Armani, afirmou estar agora disposto a entrar no mundo da hotelaria para manter o impulso de crescimento da empresa. “Nós estamos neste momento em conversações com intervenientes deste sector e poderemos anunciar uma parceria até ao final do ano”, acrescentando que não se iria concentrar só em hotéis de luxo mas que poderá também criar uma cadeia para jovens. O designer diz também que a empresa irá expandir-se para o comércio de relógios de luxo e joalharia e mais uma vez rejeita a ideia de que estará à procura de financiamento para um contínuo crescimento. “Não vejo necessidade: nem amanhã, nem no próximo ano… a Armani ainda está a crescer e as finanças também, graças a um substancial cash-flow e a uma sólida situação financeira”. Giorgio Armani atribui todo este sucesso à marca, associada a conceitos de elegância e beleza. O grupo prepara-se para abrir 33 lojas este ano, passando por Milão, Tóquio e Los Angeles.