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Artefita consolida crescimento

A empresa especialista em fitas tem uma nova linha de transferes para personalizar os artigos para o cliente e está a efetuar novos investimentos em equipamentos, num ano em que o objetivo da Artefita é consolidar o crescimento registado em 2021 e atingir os 10 milhões de euros de volume de negócios.

Gonzaga Oliveira

As novidades na oferta da Artefita foram apresentadas na mais recente edição da Techtextil, onde a empresa esteve presente com um portefólio que incluiu as fitas fabricadas com fios de poliéster reciclado produzido na Europa e as aplicações da nova linha de transferes. «É um elemento decorativo, que desenvolvemos para o nosso produto, e que é personalizável de acordo com o que o cliente quiser: pode colocar o logótipo, um motivo qualquer, pode ter várias dimensões», explica Gonzaga Oliveira, CEO da empresa.

Em exposição estiveram igualmente outras propostas, «que não são propriamente novidades, porque a solução é sempre criada à medida de cada cliente, no dia a dia, hora a hora, quando o cliente necessita das nossas soluções», destaca.

Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, a empresa especialista em fitas continuou a crescer nos últimos anos. «A Artefita nunca parou, nunca recorremos a layoff, continuámos a contratar, continuámos a investir em equipamento, continuámos a investir em formação das pessoas, aumentámos o negócio em 2020», afirma ao Portugal Têxtil, dando conta de uma subida de cerca de 4% do volume de negócios nesse ano, face aos 6,5 milhões de euros registados em 2019. «Em 2021 aumentámos 30%», adianta.

Por isso mesmo, as metas traçadas para este ano são mais comedidas, mas nem por isso pouco ambiciosas. «Temos a noção que em 2021 ultrapassámos os nove milhões de euros e necessitamos de consolidar o crescimento, porque não é só crescer, é preciso consolidar. Temos 28 anos de existência e não temos por tradição baixar o volume de negócios, temos por tradição aumentar sempre o volume de negócios. Podemos não aumentar muito, mas aumentámos sempre», sublinha o CEO. Por isso, «se aumentámos 30% no ano passado, não esperamos aumentar 30% este ano. Mas temos o objetivo de ultrapassar a fasquia dos 10 milhões de euros [em 2022]», aponta.

Com uma taxa de exportação superior a 80% na última década, tendo atingido 87% em 2021, especialmente para mercados como França, Suécia, EUA, Alemanha, Inglaterra e Espanha, a Artefita tem feito igualmente vários investimentos, sobretudo em tecnologia. «No ano passado, investimos cerca de 500.000 euros e este ano já investimos um milhão de euros só em equipamento», indica Gonzaga Oliveira.

Investimentos que tornam a empresa, que emprega 115 pessoas, mais competitiva e que abrem perspetivas positivas para o futuro, apesar dos desafios da conjuntura atual. «Tudo custa mais caro – as matérias-primas, os transportes, a energia, a mão de obra, rigorosamente tudo. Evidentemente é algo que nos preocupa. Contudo, quando custa mais caro para nós e custa mais caro para os outros, estamos a competir todos da mesma maneira e isso não tem sido, até agora pelo menos, impeditivo de crescermos», resume o CEO da Artefita.